Neste Dia do Pai, somos convidados a olhar para uma figura que ultrapassa a ideia restrita biológica. Através do olhar da experiência humana e do desenvolvimento é fácil entender a
múltiplas facetas deste papel, que é acima de tudo um lugar simbólico e relacional. Este espaço pode ser ocupado por quem cuida, orienta, protege e ajuda a criança a descobrir o mundo.
No caminho de descoberta e autonomia, a figura paterna oferece lugar de segurança, oferece as pontes entre o mundo interno da criança e os passos que esta dá. A par de uma vinculação segura essencial ao bebé, o pai oferece as oportunidades de descoberta que trazem a confiança da criança em si própria e nas relações que estabelece com os outros. A função paterna nasce muitas vezes neste equilíbrio delicado entre o colo que tranquiliza e o incentivo que diz, silenciosamente, “tu consegues”!
Neste Dia do Pai ou de quem ocupa de forma genuína esse papel, colocamos o brincar e os afetos como linguagem primordial na relação com os filhos. Este brincar de exploração, de palavras e desafios a par do colo, do incentivo e da estrutura, são a base para a autorregulação da criança.
Este adulto disponível emocionalmente, que oferece presença, cuidado e consistência na relação com a criança é o que verdadeiramente irá marcar o seu desenvolvimento.
Ser pai é, muitas vezes, um exercício imperfeito e profundamente humano. Ninguém chega a esse lugar com todas as respostas. Mas talvez seja precisamente na tentativa, no esforço de estar presente, de cuidar, de orientar, que se constrói o verdadeiro significado dessa relação.
Neste Dia do Pai, celebramos todos aqueles que ocupam esse lugar nas nossas vidas.
Os que estiveram desde o início. Os que chegaram mais tarde. Os que escolheram ser relação.



