Comportamentos Desafiantes

A maioria de nós já se sentiu desesperado e com maior dificuldade em conseguir lidar com comportamentos que consideramos desafiantes, por parte das nossas crianças. Afinal, entender e saber gerir o comportamento da criança, é um dos principais desafios da educação!

Muitas vezes, o problema não está propriamente no comportamento que a criança está a adotar, mas, sim, nas expectativas (por vezes irreais) que nós adultos temos sobre a forma de como esta se deveria comportar, tentando controlar comportamentos com os quais nós não conseguimos lidar.

Esquecemo-nos, no entanto, de que as crianças não têm os cérebros completamente maduros, e por isso, não têm as capacidades cognitivas e neurológicas necessárias para conseguirem expressar e gerir as emoções, nomeadamente quando estas são demasiado intensas. O cérebro está em desenvolvimento até aos 25 anos.

Por isso, quando a criança está a ter uma “birra”, esta não é mais nem menos do que uma explosão de emoções, e, uma vez que não consegue ainda gerir as suas emoções, a criança vai gritar, chorar, ripostar, desrespeitar, etc. 

Por forma a conseguirmos lidar com a situação, é importante que tentemos perceber o que está por detrás deste mesmo comportamento e qual o sentimento a ele associado.

É fundamental que os pais/cuidadores desenvolvam capacidade de auto-regulação, e que sejam empáticos e compreensivos, tentando lidar com este comportamento de uma forma positiva e construtiva. 

A resposta dada pelos pais/cuidadores irá determinar se estamos perante um momento isolado ou, se pelo contrário, este comportamento se irá transformar num padrão de conflito entre pais e filhos; uma vez que, quando os pais respondem e enfatizam o “mau” comportamento da criança, a possibilidade deste comportamento se vir a repetir, tem grandes possibilidades de ocorrer.

Assim, seja qual for a idade da sua criança/adolescente, tente adotar uma abordagem assertiva, respeitosa e positiva por forma a melhor conseguir ajudá-la. Demonstre empatia, tentando compreender qual a emoção associada e redirecione o comportamento de forma construtiva, evitando lutas de poder.

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Daniela Morbey

Psicóloga Clínica

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