# Clínica Filipa Maló Franco ## Posts - [Psicologia e Psiquiatria](https://filipamalofranco.com/psicologia-e-psiquiatria/): Muitas são as dúvidas com as… - [Desfralde nocturno](https://filipamalofranco.com/desfralde-nocturno/): O desfralde pode ser um processo… - [Os vínculos e o Trauma](https://filipamalofranco.com/os-vinculos-e-o-trauma/): O Trauma tem uma amplitude tão vasta… - [3 mitos sobre a traição](https://filipamalofranco.com/3-mitos-sobre-a-traicao/): Ser traíd@ é das experiências mais… - [Ser adolescente não é fácil](https://filipamalofranco.com/ser-adolescente-nao-e-facil/): Ser pai ou mãe de um… - [Um sonho que insiste em demorar-se](https://filipamalofranco.com/um-sonho-que-insiste-em-demorar-se/): Será desta? 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A pergunta mais importante talvez seja:“O que é que este conteúdo está a pedir ao cérebro da criança?” Este texto não pretende culpabilizar ninguém. Os ecrãs fazem parte da vida das famílias de hoje. O objetivo é dar informação fundamentada em investigação para que a escolha do que os seus filhos veem seja mais consciente. Nos primeiros anos de vida, o cérebro está numa… - [afinal o que significa ser criança?](https://filipamalofranco.com/afinal-o-que-significa-ser-crianca/): há pouco tempo, li um livro sobre a psicanálise com crianças e, na revisão histórica da autora Tânia Ferreira, fui confrontada com a ideia de que a infância não teve sempre o mesmo significado. parece uma ideia tão simples e tão óbvia, mas confesso que não tinha parado tempo suficiente para pensar nisso… a infância, como qualquer outro conceito da nossa sociedade, tem uma base histórica, social e cultural e, por isso, mutável. e na história da infância encontramos anos de invisibilidade. nesta revisão histórica da autora, percebe-se como durante longos períodos a infância esteve vinculada à sua dependência, algo que… - [O sono não é só fisiologia, é relação, é desenvolvimento, é saúde perinatal](https://filipamalofranco.com/o-sono-nao-e-so-fisiologia-e-relacao-e-desenvolvimento-e-saude-perinatal/): Quando uma família nos procura por causa do sono, depois de abordarmos o motivo da consulta, a primeira pergunta que fazemos raramente é sobre o sono: é sobre quem são enquanto família. Como foi a gravidez, como correu o parto, como está a mãe, como está o pai, quem mais vive naquela casa, o que mudou desde que o bebé chegou. E para muitos pais, naquele momento, parece um desvio ao assunto, mas não é – é o assunto. O sono de um bebé não existe isolado, já dizia o pediatra a psicanalista Donald Winnicott. Existe dentro de uma relação, e… - [Há lugar para o “não” na parentalidade? ](https://filipamalofranco.com/ha-lugar-para-o-nao-na-parentalidade/): Há uns dias, em equipa comentamos um vídeo sobre o uso do “não” na parentalidade. Foi curioso perceber como o mesmo vídeo gerou opiniões tão diferentes num grupo de psicólogas que estuda parentalidade. E isso fez-me pensar: o que acontece na cabeça de pais com menos informação, quando recebem diariamente mensagens tão contraditórias sobre educar os filhos? Entre tantas perspetivas diferentes, houve uma coisa em que estávamos todas de acordo: parentalidade consciente não é ausência de “nãos”, nem ausência de limites. O “não” pode ser um guia. Pode proteger uma criança de um risco. Pode ajudá-la a encontrar um limite que… - [Vertigem e ansiedade: um corpo em alerta](https://filipamalofranco.com/vertigem-e-ansiedade-um-corpo-em-alerta/): Há momentos em que algo que pode aparentemente ser pequeno, altera profundamente aforma como uma pessoa vive o seu próprio corpo. Um episódio de vertigem costuma durarsegundos, mas o impacto fica muito para além disso. Quem descreve a vivência de uma crise de síndrome vertiginoso fala frequentemente daperda de controlo. Não é apenas uma tontura: é uma sensação clara de movimento quandotudo está parado. No caso da VPPB (vertigem posicional paroxística benigna), basta umpequeno gesto, virar a cabeça, deitar-se ou levantar-se, para desencadear uma rotação súbita,intensa, muitas vezes acompanhada de náusea e desorientação. O episódio passa, mas o corpolembra-se. E é… - [A ilusão do “ser rico”](https://filipamalofranco.com/a-ilusao-do-ser-rico/): Há uma coisa que me parece difícil de negar: o dinheiro é necessário. Vivemos numa sociedade onde precisamos dele para ter uma casa, alimentar uma família, cuidar da saúde, estudar e construir uma vida com alguma estabilidade.Mas este não é um texto sobre economia nem sobre finanças. Não sou economista nem especialista em investimentos. É uma reflexão sobre aquilo que tenho observado enquanto psicólogo e sobre a forma como o dinheiro parece estar a ocupar cada vez mais espaço na vida das pessoas.Vivemos numa época em que somos constantemente expostos a promessas de riqueza. Existem cursos de investimento, livros sobre independência… - [Doença Celíaca: muito para além do intestino](https://filipamalofranco.com/doenca-celiaca-muito-para-alem-do-intestino/): Maio é o mês internacional de sensibilização para a Doença Celíaca e sinto (por me ser um tema familiar), que talvez seja importante falar desta condição genética que por diversas vezes abraça de uma forma muito intensa a parte emocional. Descobrir uma doença celíaca não é apenas mudar a alimentação, muitas vezes torna-se um processo emocional profundo. Enquanto que para muitas pessoas, o diagnóstico traz finalmente uma explicação para anos de bastante desconforto físico, cansaço, ansiedade e até mesmo sintomas “invisíveis”, o que conduz inevitavelmente a um alivio imediato, para outros poderá trazer emoções como medo, tristeza, revolta e até mesmo… - [Entre o desejo e a pressão da perfeição](https://filipamalofranco.com/entre-o-desejo-e-a-pressao-da-perfeicao/): O perfecionismo é muitas vezes encarado como qualidade positiva, associada a ambição, rigor e sucesso. No entanto, pode tratar-se de algo bem mais complexo e profundo. Ao longo do desenvolvimento, muitos de nós internalizamos expectativas elevadas oriundas de figuras importantes, como pais ou professores. Repetidas no tempo, essas exigências externas podem tornar-se numa voz crítica que passa a habitar dentro de nós, avaliando constantemente o nosso desempenho. O desejo de fazer bem deixa, assim, de ser uma bússola que orienta livremente a nossa ação, transformando-se na expressão visível de uma pressão interna persistente (nem sempre consciente) para evitar erros, frequentemente acompanhada… - [Sessões mensais em psicoterapia? ](https://filipamalofranco.com/sessoes-mensais-em-psicoterapia/): Na clínica contemporânea, é cada vez mais frequente surgir o pedido de sessões mensais de psicoterapia/psicologia. Muitas vezes apresentado como uma solução prática compatível com agendas exigentes ou com a ideia de “ir vendo como corre”, mas este pedido levanta questões importantes quando pensado a partir de uma perspetiva psicanalítica.  A psicanálise nasceu com uma frequência bastante mais intensiva do que aquela que hoje é comum. Historicamente, o setting clássico implicava três a quatro sessões por semana, permitindo um contacto muito regular com o mundo interno do paciente, com as suas repetições, fantasias e conflitos. Esta frequência não era arbitrária: procurava… - [Dia do Pai](https://filipamalofranco.com/dia-do-pai/): Neste Dia do Pai, somos convidados a olhar para uma figura que ultrapassa a ideia restrita biológica. Através do olhar da experiência humana e do desenvolvimento é fácil entender a múltiplas facetas deste papel, que é acima de tudo um lugar simbólico e relacional. Este espaço pode ser ocupado por quem cuida, orienta, protege e ajuda a criança a descobrir o mundo. No caminho de descoberta e autonomia, a figura paterna oferece lugar de segurança, oferece as pontes entre o mundo interno da criança e os passos que esta dá. A par de uma vinculação segura essencial ao bebé, o pai… - [Uma vulnerabilidade sem espaço](https://filipamalofranco.com/uma-vulnerabilidade-sem-espaco/): Escrevo este texto com algum cuidado, porque falar sobre emoções ainda pode ser mal interpretado. Não o escrevo para criar divisões, mas porque falar sobre vulnerabilidade ainda parece desconfortável. Escrevo-o com a intenção de refletirmos juntos sobre o espaço que realmente existe para sentir.  Fala-se cada vez mais sobre a importância de olhar para os homens com mais humanidade. Repete-se que os homens podem chorar, que podem ser frágeis, que não precisam de carregar tudo sozinhos. Diz-se que já não é preciso ser sempre forte. Mas, na prática, quando essa fragilidade aparece, raramente existe um espaço verdadeiro onde ela possa ficar. … - [Trauma não é o que te acontece – é o que fica em ti](https://filipamalofranco.com/trauma-nao-e-o-que-te-acontece-e-o-que-fica-em-ti/): Ao longo de toda a minha vida, ouvi comentários que deixaram marcas profundas. Desde criança, alguém dizia coisas como “ninguém vai querer estar contigo enquanto fores assim”, “ninguém vai gostar de ti porque és diferente”, “vai ser difícil encontrares alguém que te aguente” ou ainda “tu estragas tudo, por isso ninguém te quer por perto”. Havia comentários que se repetiam, vindos das mesmas vozes ou de tantas outras, perseguindo-me dia após dia, até que se tornaram parte de mim. Na altura, achei que conseguiria simplesmente seguir em frente. Que se ignorasse certas experiências, elas desapareciam. Tentei convencer-me de que eram só… - [O Amor Também Precisa de Tempo](https://filipamalofranco.com/o-amor-tambem-precisa-de-tempo/): Será que paramos verdadeiramente para olhar as nossas relações? Não para resolver, não para discutir, apenas para as observar? Será que o tempo nos foge e não nos faz perder essa parte tão importante, que nos permite crescer? e sucumbimos a acumular dias e situações, a adiar tudo em nome da rotina, das responsabilidades, da vida que acontece? Qual o impacto de deixar os dias passar, de deixar as relações correr? A conversa que fica por ter porque “não é o momento certo”, o cansaço que se instala depois dos filhos e muda silenciosamente as prioridades, a forma como cada um… - [Educar sem Pressa](https://filipamalofranco.com/educar-sem-pressa/): Acho que o mais difícil na escrita deste livro foi escolher o título. Não só porque tinha de ser diferente, mas porque é tão complicado em poucas palavras resumir algo que investimos tanto tempo, esforço e amor a escrever que num primeiro momento, não poderá ser resumido com tanta facilidade. Contudo, entre outros o Educar sem Pressa foi o escolhido. Com o risco de ser mal interpretado num primeiro momento, quando se pode pensar que a pressa significa que temos pouco tempo. Desenganem-se quando acham que Educar sem Pressa se relaciona com uma parentalidade só e apenas focada nos filhos. Sem… - [A morte da esperança](https://filipamalofranco.com/a-morte-da-esperanca/): Por mais surpreendente que tal possa parecer, parte significativa do sofrimento psíquico nasce da esperança. Não de toda ela, mas de certas formas que pode tomar. Em particular, da esperança de que alguém venha, finalmente, a compreender-nos, a reconhecer o que nos faltou e a colmatar essa lacuna; de que alguém venha, finalmente, a mudar. Muitas dessas expectativas são legítimas, correspondendo a necessidades de validação, cuidado ou reparação, mas são colocadas num lugar onde já não podem ser satisfeitas, mantendo-se dirigidas a figuras que, por razões próprias, não têm a disponibilidade ou até a capacidade para responder de modo distinto do… - [Não, as Crianças não namoram!](https://filipamalofranco.com/nao-as-criancas-nao-namoram/): Com a passagem do Dia de São Valentim, o Dia dos Namorados, para além da importância cada vez maior de falarmos sobre o amor e o que é um relacionamento saudável, é igualmente importante questionarmos como, muitas vezes, nós, adultos, incentivamos brincadeiras que romantizam os comportamentos infantis.  Não são raras as vezes em que ouvirmos frases como “o menino X tem uma namorada”, ou até, perguntarmos a uma criança se aquele amigo de que tanto gosta na escola é o seu namorado. Embora estas expressões possam ser inofensivas, refletem um padrão enraizado na nossa sociedade que impõe às crianças conceitos que pertencem… - [Mulheres e Raparigas na Ciência](https://filipamalofranco.com/mulheres-e-raparigas-na-ciencia/): Hoje assinala-se o Dia Internacional das Mulheres e Raparigas na Ciência. Uma data importante, mas sobretudo necessária. Durante muito tempo, a ciência foi vista como algo frio, distante e puramente racional, como se não houvesse espaço para emoção, empatia ou cuidado. Como se sentir fosse o oposto de saber. Mas isso nunca foi verdade.  A ciência avança com curiosidade, método e rigor, mas também com sensibilidade. Avança quando alguém se importa o suficiente para fazer perguntas difíceis, para observar com atenção, para insistir mesmo quando o caminho não é fácil. As mulheres sempre estiveram presentes na ciência, mesmo quando não eram… - [Entre o Medo e a Coragem: Decidir na Adolescência](https://filipamalofranco.com/entre-o-medo-e-a-coragem-decidir-na-adolescencia/): A adolescência é um período marcado por mudanças intensas — físicas, emocionais e sociais — que tornam o processo de tomada de decisão particularmente desafiante. Nesta fase, o cérebro ainda está em desenvolvimento, sobretudo nas áreas responsáveis pelo planeamento, controlo de impulsos e avaliação de consequências. Ao mesmo tempo, o sistema emocional encontra-se altamente ativo, o que pode levar a decisões mais influenciadas pelo momento, pela pressão dos pares ou pela necessidade de pertença. As dificuldades em decidir podem manifestar-se como indecisão constante, medo de errar, evitamento de escolhas ou, pelo contrário, decisões precipitadas. Muitas vezes, o adolescente oscila entre o… - [Entre silêncios.](https://filipamalofranco.com/entre-silencios/): Há momentos em que paro e penso no que é que acontece quando nos ligamos a alguém.O que é que o outro acorda em mim?Porque é que certas emoções surgem sem eu as chamar?Não é só sobre o que vivemos agora, é sobre tudo o que já fomos.Cada relação toca partes antigas, lugares sensíveis que nem sempre sabemos nomear.E é aí que começa este caminho de nos vermos através do outro. Porque é que me sinto assim?Porque é que isto se repete?O que é que o outro desperta em mim?São perguntas que nos obrigam a olhar para dentro e perceber como… - [O adulto não tem medo de amar — tem medo de repetir o que viveu!](https://filipamalofranco.com/o-adulto-nao-tem-medo-de-amar-tem-medo-de-repetir-o-que-viveu/): Durante muito tempo achei que tinha medo de amar. Dizia isso a mim própria com uma naturalidade quase defensiva, como quem fecha a conversa antes de ela começar. Mas, se fosse honesta, não era o amor que me paralisava. Era a memória dele. Sempre que alguém se aproximava demasiado, um nó na garganta fazia-me hesitar em dar o próximo passo. Algo em mim recuava. Trancava-me a sete chaves e por vezes era fria e distante, na esperança de que quem tinha chegado se fosse embora. Afastava-me, mesmo querendo estar perto. O problema nunca foi o risco de amar. Foi o risco… - [E depois da maternidade, quem sou eu?](https://filipamalofranco.com/e-depois-da-maternidade-quem-sou-eu/): Embora o papel de mãe seja, na grande maioria, um momento de realização, de um amor galopante que nem sabíamos que exista e, de uma ligação incondicional aquele ser tão pequenino e frágil; é, também um ponto de viragem radical, um sismo que parece ser capaz de abalar com as melhores estruturas da identidade de uma mulher. Porque, depois do parto, não nasce apenas um bebé, nasce também uma nova mulher, uma nova família e, uma nova dinâmica. Para a mulher que acabou de se tornar mãe, é fácil perder-se entre as mamadas, noites mal dormidas, exigências constantes de um bebé… - [Negligência](https://filipamalofranco.com/negligencia/): Hoje falo-vos de negligência infantil, mais especificamente da negligência psicológica.  A negligência é uma forma de violência, por parte dos pais/cuidadores que assenta na incapacidade de assegurar a satisfação das necessidades básicas das crianças, em prol do seu desenvolvimento saudável.  Estudos revelam que a negligência é tão adversa quanto a violência, no que respeita às necessidades físicas e emocionais da criança. Desta forma, sinto que cada vez mais se descura dos atos de negligência psicológica contra crianças, considerando-se que a violência física se sobrepõe. O que não é de verdade. Ambas são graves e com consequências nefastas no bem-estar emocional e… - [Os Psicólogos também são pessoas](https://filipamalofranco.com/os-psicologos-tambem-sao-pessoas/): Às vezes é fácil esquecer isso. Do lado de fora das consultas, sejam elas presenciais ou online, existe a ideia de que escutamos sempre, acolhemos sempre, mantemos sempre a calma e a paciência. Mas do lado de cá, existe alguém que também vive.  Temos família, histórias, afetos. Também temos Natal, ceias imperfeitas, risadas e silêncios. Também temos a passagem de ano, fazemos balanços, criamos expectativas, às vezes sentimos esperança, outras vezes apenas cansaço. Também vamos de férias nesta altura, não para fugir do mundo, mas para poder continuar nele de forma inteira.  Psicólogos engravidam, adoecem, se apaixonam, perdem pessoas importantes. Passam… - [Porquê a Guerra? - um medo silencioso](https://filipamalofranco.com/porque-a-guerra-um-medo-silencioso/): Escrevo este texto não como político, não como comentador, mas como psicólogo. E, acima de tudo, como ser humano que observa o mundo com inquietação crescente.  O panorama atual foi trazido para as sessões destas últimas semanas frequentemente e é, para muitos, profundamente assustador. A tensão entre potências, como o que vemos entre a Venezuela e os Estados Unidos, não acontece num vazio, acontece dentro da mente e do coração das pessoas comuns. Acontece nas casas onde há crianças a dormir. Acontece nas conversas sussurradas entre pais que tentam proteger os filhos de notícias que nem eles próprios conseguem digerir. Acontece… - [Nem todo recomeço começa em janeiro](https://filipamalofranco.com/nem-todo-recomeco-comeca-em-janeiro/): Janeiro chega muitas vezes com a sensação de um novo começo. Um novo ano parece trazer consigo a ideia de uma página em branco, onde tudo pode ser diferente: hábitos, relações, escolhas. Como se houvesse uma obrigação implícita de transformação imediata. Mas será que o simples mudar do calendário tem realmente esse poder? Ou será que colocamos em nós expectativas demasiado altas, como se fôssemos obrigados a “ser melhores” só porque começa um novo ano? É comum sentirmos, no início do ano, uma pressão silenciosa para mudar, até porque vemos as pessoas à nossa volta no mesmo barco, com a mesma… - [Este Natal, o presente escolhido é a saúde mental ](https://filipamalofranco.com/este-natal-o-presente-escolhido-e-a-saude-mental/): Em outubro, as cidades começam a acender as primeiras luzes de Natal. As montras trocam abóboras e fantasminhas por árvores cintilantes e estrelas douradas. Nos grupos de WhatsApp surgem as primeiras sondagens para marcar jantares, e a caixa de email enche-se de convites para “amigos secretos”.  Mal reparamos e… chega novembro. E com ele, uma enxurrada de estímulos.  Os shoppings estão cheios, as listas parecem intermináveis e a pressão para tornar esta época mágica, perfeita e iluminada instala-se de forma silenciosa. Mas será mesmo assim para todos?  É verdade que as ruas ganham música, luz e alguma leveza. Para muitas pessoas, este… - [Existo, mas não pertenço](https://filipamalofranco.com/existo-mas-nao-pertenco/): Perguntei numa mesa onde estava a jantar com amigas, e onde estavam duas mulheres trans, se gostavam do Natal. As duas primeiras pessoas a responder foram elas, as duas amigas mulheres trans à mesa, que disseram qualquer coisa como “é horrível, detesto, e só espero que esses dias passem rápido”. Primeiro ficou um silêncio à mesa.  Depois, conversámos sobre aquilo e trocámos algumas ideias, mas não consegui deixar de pensar em como não faço a mínima ideia o que é estar no lugar delas, e desconheço felizmente o sentimento que as leva a detestar esta época das festas.   Bem sabemos que… - [Natal com pais separados? Então e as crianças e os adolescentes?](https://filipamalofranco.com/natal-com-pais-separados-entao-e-as-criancas-e-os-adolescentes/): O Natal é, para muitas famílias, uma época de união, carinho e celebração. Mas quando os pais estão separados, esta data pode trazer muitos desafios e emoções intensas. Ainda assim, o que realmente importa não é o passado, as mágoas ou as divergências entre os adultos, mas sim o bem-estar das crianças e dos adolescentes. Todos merecem viver esta época com leveza, alegria e segurança emocional.  As crianças e os adolescentes não precisam de presentes caros, jantares perfeitos ou planos elaborados. Precisam sim, sobretudo, de sentir que são amadas pelos dois lados da família, sem serem colocadas no centro de conflitos… - [O mito do Natal Perfeito](https://filipamalofranco.com/o-mito-do-natal-perfeito/): Tomados pelo desejo sedutor de controlar as nossas vidas e o que sobre elas sentimos, organizamos a nossa história em grandes capítulos (semelhantes a manchetes de jornal), que descuram toda a riqueza, detalhe e invariável ambivalência do que vivemos. O tempo, minuciosamente organizado em slots, que nos indicam o que fazer e como nos apresentar, a cada momento, é só mais um sintoma deste controlo. Na agenda corrida das nossas vidas, ao mês de dezembro ficou reservado o brilho dos sonhos e da magia, de tal maneira que acreditamos que as luzes e canções de Natal são capazes de tornar o… - [A Solidão nas épocas festivas](https://filipamalofranco.com/a-solidao-nas-epocas-festivas/): Há uma estranha contradição que se intensifica quando chega o Natal. Enquanto muitas casas se enchem de luzes, conversas e reencontros, outras permanecem silenciosas. E, nesse contraste, há pessoas que sentem a solidão com um peso maior do que em qualquer outra altura do ano. Não porque escolham estar sós, mas porque a própria época parece lembrar-lhes, repetidamente, aquilo que falta.  A solidão no Natal não é apenas a ausência de companhia. Às vezes, é estar rodeado de pessoas e, ainda assim, sentir um vazio que ninguém vê. É ouvir risos e lembrar quem já não está. É sentir que não… - [Mais um dia.](https://filipamalofranco.com/mais-um-dia/): Mais um dia em que grito, em silêncio. As lágrimas já não limpam. Não libertam. Não resolvem. Escorrem, porque sim. Pelos “mais” que gerem a minha vida: Mais um dia. Mais um mês. Mais um ciclo. E mais. E mais. E eu a apagar-me; sem conseguir fazer diferente. Sinto-me sozinha. Não me compreendem; mas como podem? É da ansiedade; dizem. E como não a ter? Tento não pensar. Talvez se não pensar…e assim penso. E mais; sinto. Mas não aquilo que queria sentir. Já não consigo ouvir todos os truques que ajudaram quem me rodeia; as palavras que (des)confortam, as mezinhas.… - [Ser mãe longe de casa](https://filipamalofranco.com/ser-mae-longe-de-casa/): Ser mãe é, por si só, uma enorme transformação. Mas quando acontece longe de casa e da família, ganha novas camadas, complexas e, muitas vezes, invisíveis. Para muitas mulheres, a chegada de um bebé é acompanhada por uma rede familiar pronta a ajudar: mães, avós, tias… Quando se vive noutro país, ou mesmo noutra cidade, essa rede de apoio muitas vezes não está presente fisicamente, o que pode gerar um sentimento profundo de solidão. Mesmo com tecnologia que aproxima, há coisas que o contacto físico não substitui: um colo, um abraço, uma comida de conforto, alguém que segure o bebé para… - [Quando o corpo e a mente permanecem em alerta](https://filipamalofranco.com/quando-o-corpo-e-a-mente-permanecem-em-alerta/): Nem todos os traumas deixam marcas visíveis, alguns instalam-se de forma silenciosa, nas emoções, no corpo e na forma como vemos o mundo. O stress pós-traumático (PTSD) e o trauma complexo (CPTSD) são condições que surgem quando o sistema nervoso fica preso em estados de medo, impotência ou ameaça, mesmo depois de o perigo já ter passado.  O que é o stress pós-traumático?  A Perturbação de Stress Pós-Traumático ocorre após uma situação em que a pessoa sentiu que a sua vida ou integridade estavam em risco, como acidentes, abusos, catástrofes, violência ou perdas súbitas.  Mesmo muito tempo depois do evento, o corpo… - [Comunicação no casal](https://filipamalofranco.com/comunicacao-no-casal/): Há dias onde a tarefa mais difícil do amor é continuar a conversar quando o cansaço pesa, ouvir quando o ego grita, escutar quando dói e continuar a estar quando a vontade é fugir para o silêncio. É por isso que gosto sempre de pensar a comunicação além das palavras. Porque ela é feita de histórias, de silêncios, de gestões, de expectativas, desejos, amores e desamores. O problema raramente é o que se diz. É como se diz, o que se sente e o que não se ouve.  Numa relação comunicar vai além de expressar o que sinto, é também a coragem de… - [Relações tóxicas?](https://filipamalofranco.com/relacoes-toxicas/): Entramos numa relação quase sem perceber – tudo parece natural, leve e cheio de cumplicidade. Há carinho, atenção e a sensação de segurança. Mas, pouco a pouco, certos gestos mudam. O mais difícil é reconhecer quando o amor deixa de ser saudável, porque a toxicidade costuma entrar disfarçada de afeto. Nem sempre percebemos quando estamos numa relação tóxica. Às vezes, entramos de forma inocente, acreditando que o amor é suficiente, que com paciência tudo melhora, ou que “é só uma fase”. Mas com o tempo, começamos a sentir-nos esgotados, confusos e a perder partes de nós próprios – e é aí… - [Dar voz ao silêncio: a importância da relação terapêutica](https://filipamalofranco.com/dar-voz-ao-silencio-a-importancia-da-relacao-terapeutica/): Há dores que permanecem em silêncio. Calam-se dentro de nós, como se nunca tivessem acontecido, mas que continuam a viver no corpo e na memória. Surgem de formas inesperadas: na angústia, em relações que se repetem ou em decisões que não conseguimos explicar. É como se houvesse um território silencioso dentro de cada um, que pede para ser escutado mas não encontra voz. A relação terapêutica é esse espaço onde o silêncio ganha lugar. É mais do que uma conversa: é um encontro. Um espaço protegido onde se pode dizer aquilo que nunca foi dito, ou simplesmente sentir aquilo que durante… - [a intolerância é uma ferida de crescimento](https://filipamalofranco.com/a-intolerancia-e-uma-ferida-de-crescimento/): Vivemos a apregoar a tolerância. as redes sociais inundam-os com frases motivadoras. a religião prega pela sua importância numa vida satisfatória. Os meios de comunicação invadem-nos com notícias que julgam todos aqueles que não foram capazes de o fazer, servindo-nos de exemplo. contudo, parece que pouco se fala da razão para tamanha dificuldade. Contabilizamos as falhas. apontamos as consequências. atribuímos prémios. Damos exemplos. mas não questionamos – tal como fazemos com a maioria dos assuntos que incomodam, saltamos logo para as soluções (geralmente forçadas ou punitivas), sem tentar compreender sequer o que se passa. Afinal, porque será tão difícil tolerar a… - [Entre a procura de respostas e o risco de rótulos: o boom da PHDA em adultos](https://filipamalofranco.com/entre-a-procura-de-respostas-e-o-risco-de-rotulos-o-boom-da-phda-em-adultos/): Nos últimos anos, tem-se tornado cada vez mais comum ver pessoas a procurar um diagnóstico de PHDA (Perturbação de Hiperatividade e Défice de Atenção), especialmente na idade adulta. Com o crescimento das redes sociais e com o acesso facilitado à informação, as pessoas começaram a reconhecer em si padrões de comportamento que se encaixam nas descrições populares da PHDA, como desorganização, dificuldade de concentração, impulsividade e procrastinação.  Contudo, por trás deste fenómeno, parece existir um movimento mais subtil e emocional, como procura de um diagnóstico não apenas para tratar uma condição real, mas para encontrar uma explicação para falhas, dificuldades sentidas… - [O Peso de Pedir](https://filipamalofranco.com/o-peso-de-pedir/): Pedir ajuda parece simples, mas para muitos é um gesto de hesitação. Curiosamente, nem sempre esta dificuldade nasce da ausência de apoio. Por vezes, o pedido é travado pela sensação de se ser um fardo, de incomodar, de não merecer. Noutras, é uma ideia de força, onde ser autónomo é a única forma de estar no mundo. Há quem se habitue a oferecer muito e a esperar pouco. Há quem aprenda a perceber as necessidades dos outros antes mesmo de sentir as suas. Há quem se desenrasque sempre, mesmo com dores que ninguém vê. E com o tempo, essa auto-suficiência forçada… - [Os adultos também precisam de rotina?](https://filipamalofranco.com/os-adultos-tambem-precisam-de-rotina/): Os adultos também precisam de rotina…porque a rotina dá previsibilidade, antecipa acontecimentos e diminui estados de ansiedade. Ter uma rotina diária ajuda na ideia de controlo, aceitando que algumas vezes mesmo com esta rotina previamente estabelecida há momentos de descontrolo que nos obrigam a restruturar o “plano” e a agir da melhor forma possível. Definir horários para dormir e acordar (higiene do sono), preparar o pequeno almoço para ajudar na dinâmica da manhã e não começar um novo dia com pressa e ansiedade, antecipar e projetar a semana para conseguirmos compreender o que nos espera (aceitando sempre que podem surgir adversidades… - [Adolescência](https://filipamalofranco.com/adolescencia/): Adolescência, aquele período nublado e tumultuoso, descrito nos filmes dos anos 90 como o cenário perfeito para os problemas, os conflitos e até a delinquência, acompanhados de cenário musical onde cabem palavras de revolta e tantas vezes imperceptíveis aos ouvidos do adulto. Descrita outrora como uma fase de mera oposição, contestação e até idade do armário, tal seria a incapacidade dos crescidos de lidarem com estes seres misteriosos, que perdem a capacidade de falar, que elevam a voz e o som da banda predileta, que enchem as paredes dos quartos com posters idílicos de alguém que aspiram ser. Esta visão redutora de adultos que outrora… - [Onde a luz e a sombra se encontram](https://filipamalofranco.com/onde-a-luz-e-a-sombra-se-encontram/): A parentalidade é uma dança entre luz e sombra, entre peso e ternura. De um lado, o riso leve, o cheiro da pele do bebé, o instante em que o mundo parece caber no colo. Do outro, o peso invisível das expectativas — as que o mundo impõe e as que nós, sem perceber, semeamos em nós mesmos. Dizem que é natural saber cuidar. Mas ninguém fala do frio nas mãos quando o choro não cessa, da dúvida que se instala como uma tempestade silenciosa quando pensamos: “Será que estou a fazer bem?”, do nó que surge do medo por ver… - [Setembro chegou e o stress do regresso à escola também!](https://filipamalofranco.com/setembro-chegou-e-o-stress-do-regresso-a-escola-tambem/): Hipermercados cheios de materiais, redes sociais carregadas de posts sobre adaptação escolar, filas nas livrarias para levantar livros.   Não há dúvidas: Setembro chegou!  Nos grupos de pais do Whatsapp já se pergunta “o que achaste da educadora?” “Já tens a farda?” “Em que actividades vais inscrever a criança?”.  Ainda estamos no início do ano letivo e para alguns o cansaço já se instalou.  Até a máquina ficar oleada e o calendário de atividades afixado no frigorífico, o stress apodera-se das famílias.  Porque tem de ser assim? Quando é que o regresso à escola se transformou num absoluto  caos de dúvidas e… - [Maternidade e redes sociais: inspiração ou pressão?](https://filipamalofranco.com/maternidade-e-redes-sociais-inspiracao-ou-pressao/): Vivemos num tempo em que as redes sociais ocupam um lugar de destaque nas nossas vidas. Fazemos pesquisas, acedemos a conteúdo das mais diversas áreas, seguimos pessoas e marcas influentes, conhecemos o mundo, sem sairmos do conforto da nossa casa. Abrimos o Instagram e vemos mães e pais a partilhar momentos com os filhos, dicas de parentalidade, rotinas familiares, e muitas vezes imagens de uma maternidade aparentemente perfeita. Vemos também profissionais que partilham conteúdo para quem se depara com os desafios da parentalidade e procura soluções e caminhos para esta complexa viagem. Mas, se por um lado, o conteúdo nos pode… - [Sofrer de burnout](https://filipamalofranco.com/sofrer-de-burnout/): Sofrer de burnout é viver num estado limite. É não ter vontade de sair da cama, não porque se está deprimido, mas porque já não se aguenta mais. É deprimir-se porque já não se aguenta mais. É ser-se levado para além do limite. É querer dizer que não, e muitas vezes não o poder nem o conseguir dizer. É chorar muitas vezes e não se saber porquê. É fazer o mesmo caminho todos os dias do trabalho para casa e de casa para o trabalho, num frenesim e com a sensação de que a qualquer momento vai faltar o ar. É… - [A saúde mental na infância](https://filipamalofranco.com/a-saude-mental-na-infancia/): A saúde mental na infância constrói-se no dia a dia, nas relações que a criança estabelece, no corpo em movimento e no espaço que tem para brincar e explorar o mundo. Muito antes de falarmos em diagnósticos ou dificuldades, precisamos de compreender que a base de um desenvolvimento saudável começa numa estrutura relacional segura: um adulto empático, acessível e disponível. A presença deste adulto, que responde de forma sensível às necessidades da criança, oferece-lhe previsibilidade e confiança — dois elementos fundamentais para que ela se sinta segura no mundo. Quando sabe que tem um porto seguro a que pode regressar, a… - [O "novo" janeiro](https://filipamalofranco.com/o-novo-janeiro/): Setembro, o mês do regresso e dos reencontros…por vezes sentimos que este mês ganha uma dimensão tão intensa (ou ainda maior) que o mês de janeiro e na verdade, o recomeço será sempre quando nós quiseremos. O regresso ao trabalho, o regresso dos filhos à escola, o final de um tempo sem relógio, sem compromissos onde paira a serenidade e a liberdade…estes finais precisam de tempo, precisam de luto! É expectável sentirmos angústia com o regresso, ansiedade com este retomar de atividades e de compromissos, mas aceitar estes pensamentos de uma forma natural e saudável ajudam no processo! Setembro é o… - [Amamentar é político](https://filipamalofranco.com/amamentar-e-politico/): Quando falamos de amamentação, raramente a colocamos na sua real complexidade. Ainda é comum vê-la reduzida a uma função biológica ou a uma “opção da mãe”, quando, na verdade, é um fenómeno profundamente influenciado por múltiplos níveis do ambiente humano. Para compreender verdadeiramente a amamentação, os seus facilitadores, os seus entraves, o seu impacto, precisamos de olhar para ela através de uma lente mais ampla. O modelo ecológico do desenvolvimento humano, proposto por  Bronfenbrenner, ajuda-nos precisamente a fazer isso. Este modelo descreve o ser humano como um ser em desenvolvimento inserido em vários sistemas interligados, desde os mais próximos e imediatos… - [Perder alguém por overdose](https://filipamalofranco.com/perder-alguem-por-overdose/): Perder quem se ama nunca será simples…perder quem se ama por uma adição também! Quando alguém morre com overdose, inicia se um luto diferente: um luto com culpa, com incompreensão e com muitas questões abraçadas a este momento de dor: “será que podia ter ajudado”, “será que devia estar mais atenta e não ter deixado chegar a este ponto?” Há questões que nunca serão respondidas e viver este período de luto é muito importante para tornar o amanhã mais leve e com menos angústia proveniente da ausência de resposta a tantas questões! É importante reconhecer que a dependência química é algo… - [A voz do inominado](https://filipamalofranco.com/a-voz-do-inominado/): Na quietude da noite, o corpo fala,num leve sussurro, um murmúrio,em que o pensamento se fixa e instala:“será prenúncio de mau augúrio?”  Somente um ardor, um palpitar, dormência vaga de qualquer sorte,mas na mente cresce, sem cessar,um medo antigo: a sombra da morte.  Mais do que um medo é um saber,porventura falso… mas sê-lo-á?Se o corpo fala, terá razão para o fazer…ou tão-só pânico de se calar?  Cada sintoma um espelho, cada sinal um eco. O corpo torna-se dialeto do que é pela mente inominado:o amor que faltou; o calor que ficou por ser, por receber, por reparar… o corpo oferece-se para que dele saibam cuidar.  A doença tem forma,… - [Autocuidado](https://filipamalofranco.com/autocuidado/): Nos dias que correm, (e como correm depressa) muitas são as vezes que nos esquecemos de nós. Ficamos envolvidos no embrenhado de tarefas familiares e profissionais… e Nós, EU, onde fico?  Nos dias que correm, fazemos tudo tão depressa: comer, vestir, escovar os dentes, tomar banho, sair do trabalho, ir buscar os filhos à escola…. Tudo depressa para não nos atrasarmos. Porque já estamos à pressa… Nos dias que correm, e no meio de tanta pressa, onde fica a nossa atenção? O que perdemos por andarmos tão desatentos? Onde fiquei EU? E as minhas necessidades?  Fazemos tantas coisas por obrigação, sempre com o argumento: “porque tem mesmo de ser”.… - [Carta à saúde mental infantil](https://filipamalofranco.com/carta-a-saude-mental-infantil/): E se estivermos a falhar com as crianças sem sequer nos darmos conta? Querida leitora, querido leitor, Gostava de te fazer uma pergunta simples, mas que talvez te toque num sítio profundo: quando pensas em “saúde mental”, em quem pensas? Na maior parte das vezes, pensamos em adultos. Em pessoas esgotadas. Em diagnósticos como ansiedade, depressão, burnout. Em vidas demasiado cheias, emoções demasiado caladas. Mas… e se te dissesse que a saúde mental não começa na idade adulta? E se aquilo que carregamos hoje nos ombros e no peito começou a formar-se muito antes de sabermos pôr em palavras o que… - [Os bebés não são todos iguais](https://filipamalofranco.com/os-bebes-nao-sao-todos-iguais/): Penso que uma das mensagens mais urgentes a transmitir às famílias, em qualquer ponto de vista é que os bebés não são todos iguais. Esperar que todos sigam o mesmo padrão de sono é ignorar as diferenças individuais e a complexa interação entre maturidade neurológica, temperamento e ambiente, bem como, todos os intervenientes de uma relação que está em constante movimento. E é por isso, que quaisquer comparações, ou tentativas de, caem por terra mesmo antes de poderem ser pensadas. E qualquer profissional erra quando generaliza a sua prática, muito menos oferecer guias, que se adaptem a todos. Porém, quando falamos… - [A depressao…para além do diagnóstico](https://filipamalofranco.com/a-depressaopara-alem-do-diagnostico/): A depressão pode não ser apenas uma fase, aliás não deve ser sentida e desvalorizada como tal! Ela existe, ela dói e infelizmente pode ser considerada como uma das doenças do século… Estar triste hoje por algum acontecimento específico, estar com choro mais fácil porque sentimos a ausência de alguém ou porque estamos com receio de algo não deve ser avaliado como depressão! Sentirmo-nos tristes é tão válido como felizes, arrisco até dizer que assumir a nossa tristeza quando ela está presente é apenas uma ajuda para evitar esta possível depressão. Todos utilizámos algum dia a expressão “hoje sinto me deprimida”… - [“Vou sentir-me assim para sempre?” – Como reconhecemos que estamos deprimidos?](https://filipamalofranco.com/vou-sentir-me-assim-para-sempre-como-reconhecemos-que-estamos-deprimidos/): Como reconhecemos que estamos deprimidos? Deprimirmo-nos é, em primeiro lugar, sinal de que entrámos em contacto com o nosso verdadeiro sofrimento. A tristeza é uma emoção muitas vezes associada à depressão e assumimos que as pessoas quando estão tristes durante muito tempo, estarão deprimidas. No entanto, a depressão envolve muitas outras emoções, que passam frequentemente despercebidas ou são desvalorizadas.  A vida traz-nos desafios diários e por vezes momentos que podem ser angustiantes de tal forma que nos sentimos num túnel sem conseguir ver luz. Quando estamos deprimidos estamos cansados. Somos preguiçosos, desligados. Não nos “apetece” fazer coisas. Tudo custa um horror,… - [A Identidade por detrás do Trauma](https://filipamalofranco.com/a-identidade-por-detras-do-trauma/): O trauma tem o poder de interromper, distorcer e até silenciar a narrativa que uma pessoa constrói sobre si mesma. Quando vivemos uma experiência profundamente marcante – seja ela um evento isolado ou uma sucessão de eventos difíceis ou traumáticos– a nossa perceção de quem somos pode ser engolida pela dor, pela culpa ou pela sensação de perda de controlo. A identidade, que antes era construída com base em relações, experiências e sonhos, passa muitas vezes a ser moldada em torno de um modo de sobrevivência. Mas existe sempre uma identidade por detrás do trauma. Um “eu” que existia antes da… - [Bebés reborn - Parte II](https://filipamalofranco.com/bebes-reborn-parte-ii/): O mercado dos bebés reborn, que começou por ser algo restrito a colecionadores, tem vindo a crescer bastante nos últimos anos. Atualmente, já existem empresas inteiramente dedicadas à criação e venda destes bonecos, que para muitas pessoas são tratados como se fossem bebés de verdade. Aquilo que em tempos foi uma curiosidade da internet ou uma forma de expressão artesanal transformou-se, hoje, numa indústria que movimenta milhões. E com esse crescimento, surgem também perguntas importantes sobre as intenções por trás do negócio, os seus impactos e as responsabilidades de quem o lidera. Há uns dias, a Márcia Arnaud lançou uma pergunta… - [Infertilidade. E os homens?](https://filipamalofranco.com/infertilidade-e-os-homens/): E os homens?   Nestes momentos ninguém se lembra deles.   Falo hoje dos que também têm o sonho de serem pais, os que têm que fazer exames que  frequentemente não geram dor física, mas que exigem uma vulnerabilidade e exposição da própria  sexualidade, que percebem o seu prazer sexual a ser alvo de análise médica. Os que acompanham as  mulheres em todas as consultas, ouvem com atenção a tudo o que é dito, dão-lhe a mão em todos os  procedimentos e vivem para dentro toda a dor para permitir que a delas possa sair (afinal é isto que  ensinaram que é ser… - [quando a realidade é demasiado insuportável - o fenómeno dos bebés reborn](https://filipamalofranco.com/quando-a-realidade-e-demasiado-insuportavel-o-fenomeno-dos-bebes-reborn/): Talvez um dos aspetos mais difíceis das relações humanas seja o outro. o outro que nos causa, inevitavelmente, sofrimento por ser, simplesmente, diferente de nós. esta diferença pode doer e ser difícil de elaborar, especialmente, quando toca nas nossas feridas.  E se pudéssemos ter uma relação tal como sonhámos? E se nos pudéssemos relacionar com alguém que nos espelhe na perfeição? E se não tivéssemos de sofrer com a alteridade do outro? se não tivéssemos de seguir o seu ritmo interno em detrimento do nosso? Se não tivéssemos de abdicar do nosso desejo pela nossa consciência/moralidade? e se pudéssemos conservar para… - [O que dizer quando alguém de quem gostamos e que nos é próximo não consegue ter um bebé?](https://filipamalofranco.com/o-que-dizer-quando-alguem-de-quem-gostamos-e-que-nos-e-proximo-nao-consegue-ter-um-bebe/): Não consegue engravidar, perde gravidezes, às vezes uma atrás da outra, num banho de sangue  silencioso, triste e doloroso. As menstruações ganham outra conotação, e tudo bem que a maioria de  nós, mulheres, aprendeu desde cedo a detestar este sangue, mas aqui é diferente… é um sangue que  representa o corpo a falhar, o corpo a trair o desejo. É a prova da impotência, da vulnerabilidade.   O que dizer quando no meio das injeções, das alterações hormonais sentidas no corpo e na alma,  das ecografias, que já nem procuram ver um bebé no ventre, mas óvulos a crescer e que às… - [Quebrar a rotina devia ser regra (Principalmente na crise!)](https://filipamalofranco.com/quebrar-a-rotina-devia-ser-regra-principalmente-na-crise/): O meu filho esteve internado uma semana após vários episódios de desmaio. As duas irmãs assistiram a um e ficaram claramente assustadas. [O Francisco está bem e tudo indica que não passou de um susto] Não é sobre o Francisco que escrevo. Teria muito a contar-vos sobre este episódio mas quero falar-vos das irmãs. Cá em casa seguimos a regra de que todas as emoções são válidas e que há espaço para a raiva e para a tristeza. Vale chorar, gritar, dar chutos numa bola com força. Quando a emoção está demasiado intensa só não podemos magoar alguém, magoar-nos (com gestos… - [“Se adormece a mamar, nunca vai dormir bem…” — será mesmo assim?](https://filipamalofranco.com/se-adormece-a-mamar-nunca-vai-dormir-bem-sera-mesmo-assim/): Há uma ideia muito repetida de que os bebés que adormecem ao peito nunca aprenderão a dormir sozinhos. Que estão “mal habituados”, demasiado dependentes da mãe. E por isso, tantas mulheres sentem-se pressionadas a desmamar na esperança de noites mais longas e tranquilas. Mas adormecer ao colo, ao peito, embalado pelo cheiro e pelo bater do coração da mãe… é das coisas mais naturais e seguras para um bebé. Não é um “mau hábito” — é vínculo, é apego, é amor em forma de presença. Muitos acreditam que, ao desmamar, o bebé passará a dormir melhor. Que acordará menos, que fará… - [As mães são poemas](https://filipamalofranco.com/as-maes-sao-poemas/): Perguntei ao chatgpt o significado de “mãe”. Respondeu-me: “Uma mãe é muito mais do que apenas alguém que gera uma vida. Ela é, muitas vezes, o primeiro lar, o primeiro amor, a primeira segurança. Ser mãe é ser abrigo, força, cuidado e, muitas vezes, renúncia.   Mas também é ser humana—com dúvidas, medos, alegrias e imperfeições. É crescer junto com os filhos, mesmo já sendo adulta. Às vezes é biológica, às vezes é de coração, mas o que define uma mãe vai além do sangue: é a presença, o afeto, o compromisso.” Achei curioso que no final perguntou-me: “Quer que eu escreva… - [O processo terapêutico para além da sessão](https://filipamalofranco.com/o-processo-terapeutico-para-alem-da-sessao/): Debruço-me sobre o que vai para lá das quatro paredes de um consultório, para lá da hora que limita uma sessão de terapia. Sobre aquilo que se sente antes e depois da sessão: da forma como me preparo ou não, do ritmo a que estou a viver, daquilo que me surge ao pensamento no caminho que antecede, nos minutos antes de entrar, naquilo que se faz e sente depois. Parto do princípio que tudo importa e é relevante. Que tudo diz muito sobre mim, sobre o processo que me proponho a viver e até sobre a relação terapêutica. Os diálogos internos… - [A mãe como casa](https://filipamalofranco.com/a-mae-como-casa/): Inicialmente, o bebé começa por conhecer o mundo através da mãe.  Ainda dentro do útero, o bebé não se desenvolve apenas fisicamente como, também,  consegue absorver estímulos sensoriais, que vão influenciar a sua experiência primária  com o mundo. Durante a gestação, o bebé é capaz de reconhecer o som da voz da mãe;  acostumar-se e acalmar-se com o seu ritmo cardíaco; sentir os seus movimentos  corporais e ajustar-se a eles. Além disso, é ainda capaz de apreender o estado emocional  da mãe e, em consequência, ter uma maior predisposição para sentimentos de  segurança ou, de inquietação.   Neste período, o bebé vive… - [As partes que menos gostamos em nós são as que mais precisam de amor](https://filipamalofranco.com/as-partes-que-menos-gostamos-em-nos-sao-as-que-mais-precisam-de-amor/): É verdade que isto que digo vai contra o que a maior parte de nós faz.  Passamos a vida zangados e a odiar as partes de nós que não gostamos, porque  estas insistem em aparecer… e ainda por cima nos momentos em que sentimos  emoções muito intensas. Quando nos zangamos. Quando somos egoístas.  Quando nos sentimos inseguros ou frágeis. Quando nos sentimos tristes,  frustrados e sentimos que o mundo está contra nós. Para alguns de nós parece  que o mundo grita e gritou sempre que nesses momentos ficamos feios e pior, que  há o risco de ficarmos sozinhos por isso.   Pouco… - [Sobre a criança que vive em mim](https://filipamalofranco.com/sobre-a-crianca-que-vive-em-mim/): “Eu ainda estou aqui”  Fui eu – a criança de olhos cor do céu, cheios de sol, mundos e vontades.  Tinha um sorriso fácil, como quem nasce já a procurar do lado bom das coisas. Tinha perguntas demais, porque tudo me parecia mágico, ou misterioso.  Faltava-me um dos colos que eu mais queria, aquele que deveria ter sido abrigo e porto seguro, mas mesmo assim, eu inventava abraços nas nuvens e encontrava conforto em pequenas maravilhas.  Hoje, se me escutares com calma, vais ouvir-me dizer:  “Não deixes que a vida te endureça. Não te esqueças da beleza das coisas pequenas, do cheiro da terra molhada, do som de alguém que ri contigo.”  “Não percas… - [Estamos a perder terreno para a adolescência](https://filipamalofranco.com/estamos-a-perder-terreno-para-a-adolescencia/): Desde sempre que ouvimos frases como “as próximas gerações preocupam-me” ou “estas novas gerações vão de mal a pior”. A verdade é que, as gerações atuais acham sempre que as próximas são piores. Vemos o mundo a mudar e as gerações futuras não têm outra opção senão acompanhar essa evolução. Contudo, as mudanças que vivemos hoje em dia parecem ter um potencial maior para alterar de forma significativa o desenvolvimento do indivíduo.  Crescer já não é como era. Não que isso seja necessariamente mau, mas é definitivamente diferente. Aquilo que tem vindo a ser salientado pelos profissionais que estudam a criança… - [Notas sobre a esperança](https://filipamalofranco.com/notas-sobre-a-esperanca/): O bebé começa a aventurar-se além do colo parental com a capacidade de gatinhar e, mais tarde, de andar. Mas o andar livre traz, também, o tropeção, o percalço. Parto desta imagem da infância para falar sobre as vicissitudes da vida no adulto.  Os sonhos-projectos — assentes no desejo — saem amiúde frustrados pelo contacto com uma realidade que escapa ao controlo de quem sonha. Tal como o bebé que, corajosamente, dá o passo em frente e, frequentemente, cai, também o adulto passa pelo mesmo sonho falho, interrompido ou adiado por contingências da vida. Face a estes percalços, qual o devir… - [Birras: Manipulação ou uma necessidade de regulação emocional?](https://filipamalofranco.com/birras-manipulacao-ou-uma-necessidade-de-regulacao-emocional/): As birras fazem parte do desenvolvimento infantil e são comuns entre os 18 meses e os 3 anos, podendo estender-se até aos 6 anos devido à imaturidade cerebral típica desta fase. O motivo principal? O córtex pré-frontal, responsável pela regulação das emoções e comportamentos, ainda está em desenvolvimento e só atinge maior maturidade por volta dos 7 anos. Ou seja, a criança simplesmente não tem capacidade para gerir emoções intensas sozinha.  E então, o que fazer quando surge uma birra? O mais importante é lembrarmo-nos que a criança precisa de conexão e acolhimento, e não de frases que invalidam as emoções,… - [O caminho para a paz está além do literal](https://filipamalofranco.com/o-caminho-para-a-paz-esta-alem-do-literal/): Aquilo que dizemos e fazemos deriva, em larga medida, de aspetos (até para nós  frequentemente) ocultos, que se tendem a manifestar sob disfarce. A compreensão do  comportamento humano exige, pois, uma auscultação cuidada das forças inconscientes que  o moldam, sendo a ausência da oportunidade de o fazer aquilo que reside no centro da  discórdia.  Quando uma esposa implora ao marido “estou realmente preocupada com o comportamento do  nosso filho e preciso da tua ajuda”, o que imagina o/a leitor/a que estará em causa? No imediato,  pode até parecer óbvio, mas a verdade é que muito de diferente poderá estar a acontecer… - [Se Deus existe, então é mulher!](https://filipamalofranco.com/se-deus-existe-entao-e-mulher/): Porque só uma mulher poderia carregar dentro de si a força de gerar, nutrir e transformar. Porque só uma mulher saberia equilibrar a doçura com a firmeza, o amor incondicional com a coragem imbatível. Se Deus existe, tem a paciência de mãe, a resiliência de quem se levanta todos os dias sem reconhecimento, a sabedoria de quem intui antes mesmo de ouvir. Tem a ternura das mãos que cuidam, a fúria de quem protege os seus e a bravura de quem enfrenta o mundo sem nunca baixar a cabeça. Se Deus existe, certamente conhece a dor de ser invisível, de lutar… - [Terapia Familiar e de Casal, um olhar para (e por) todos](https://filipamalofranco.com/terapia-familiar-e-de-casal-um-olhar-para-e-por-todos/): Todas as famílias passam por mudanças, dificuldades e momentos de crise ao longo da vida que exigem necessidade de reorganização. Em alguns destes momentos, as crises geram problemas, dinâmicas menos funcionais, conflitos e/ou bloqueios que impedem os elementos de as ultrapassar sozinhos.  As consultas em terapia familiar e de casal visam compreender as dificuldades nas interacções e na comunicação entre os diferentes membros, tendo em conta a individualidade de cada um. Procuram fomentar o diálogo e o respeito, num processo de autoconhecimento individual e familiar, permitindo que cada um possa contribuir com a sua perspectiva para o processo de mudança e… - [As crianças não namoram](https://filipamalofranco.com/as-criancas-nao-namoram/): No mês em que celebramos o amor as montras enchem-se de peluches e corações, os restaurantes ficam cheios e os adultos perguntam às crianças “já tens namoradinho”?  Perguntar a uma criança se tem namorado, mesmo que a “brincar” é validar um comportamento que deveria ser exclusivo de adolescentes ou adultos. Normalizar “beijinhos na boca” é ignorar que o corpo tem limites e que é preciso preservar a intimidade da criança. Na adolescência há uma preocupação com o empoderamento dos jovens, face às relações de intimidade. Por outro lado, é desde a muda da fralda que a criança merece ser respeitada. (Consegue… - [Quem foste tu na adolescência?](https://filipamalofranco.com/quem-foste-tu-na-adolescencia/): Fecha os olhos por um momento e lembra-te de ti mesmo nessa fase. Eras o rebelde que desafiava tudo e todos? Ou aquele que seguia as regras e tentava agradar? Eras o tímido que se escondia nos cantos ou o falador que enchia a sala com histórias e risos? Talvez tenhas sido uma mistura de tudo isso. Talvez ainda estejas a tentar descobrir quem foste. A adolescência é isso: um turbilhão de emoções, erros e aprendizagens. É o medo de não ser suficiente e a vontade de conquistar o mundo ao mesmo tempo. É querer independência, mas ainda precisar de um… - [Saber quem somos](https://filipamalofranco.com/saber-quem-somos/): Saber quem somos parece-me ser um dos conhecimentos mais importantes e basilares na nossa existência e passagem pela vida.  Mas afinal… Quando começamos a saber quem somos?  Quando começamos a definir-nos enquanto pessoa?  Como construímos ao longo da vida um senso de identidade?  Estas são algumas questões que se associam ao título do presente texto, que são questões frequentemente trabalhadas em contexto psicoterapêutico, uma vez que não podemos ter saúde mental sem auto conhecimento.  Entende-se como auto-conhecimento a capacidade de saber o que gostamos, o que desejamos, quais são os nossos limites, como nos sentimos no mundo, nas relações que temos… - [Comportamentos Desafiantes](https://filipamalofranco.com/comportamentos-desafiantes/): A maioria de nós já se sentiu desesperado e com maior dificuldade em conseguir lidar com comportamentos que consideramos desafiantes, por parte das nossas crianças. Afinal, entender e saber gerir o comportamento da criança, é um dos principais desafios da educação! Muitas vezes, o problema não está propriamente no comportamento que a criança está a adotar, mas, sim, nas expectativas (por vezes irreais) que nós adultos temos sobre a forma de como esta se deveria comportar, tentando controlar comportamentos com os quais nós não conseguimos lidar. Esquecemo-nos, no entanto, de que as crianças não têm os cérebros completamente maduros, e por… - [Alguma vez pensou sobre o que é um trauma?](https://filipamalofranco.com/alguma-vez-pensou-sobre-o-que-e-um-trauma/): Trauma significa a existência de uma lesão local, proveniente de um agente vulnerável, agressão ou experiência psicológica muito violenta.  Há vários indicadores de trauma, neste texto vou debruçar-me apenas no trauma emocional.  Quando passamos por uma ou várias experiências adversas, intensas do ponto de vista emocional, perdas, situações trágicas, ameaças de vida, risco de morte, poderemos desenvolver um trauma, mas atenção que isto não é obrigatoriamente assim, isto é, nem todas as pessoas que passam por estas experiências desenvolverão trauma. Podemos perceber que estamos perante um trauma, quando nos lembramos de uma experiência passada com regularidade no nosso presente. Habitualmente a pessoa recorda… - [Jogos e momentos em família](https://filipamalofranco.com/jogos-e-momentos-em-familia/): Hoje escrevemos sobre a importância dos momentos em família… A maioria de nós experiencia, diariamente, ritmos de vida acelerados, reduzindo o tempo de qualidade em família.  No nosso mundo moderno, vive-se à pressa: vamos à pressa para o trabalho, à pressa buscar os nossos filhos, os banhos e as refeições são à pressa…  E os momentos em família? Aqueles momentos em que estamos verdadeiramente presentes e desligamos o modo piloto automático? Estes são cada vez mais raros.  E não, a culpa não é sempre dos pais…  Os pais são absorvidos pelas rotinas e dão o seu melhor para cumprir com as… - [O que há na tristeza que todos fugimos dela?](https://filipamalofranco.com/o-que-ha-na-tristeza-que-todos-fugimos-dela/): Sinto que aprendemos desde muito cedo a fugir da nossa tristeza e por isso a fugir do que sentimos. Parecemos alérgicos à tristeza, porque não nos ensinam para que serve, e sim que é um perigo senti-la. Ensinam-nos que ficar triste adoece (se soubessem que é o contrário….) e a disfarça-la (e de disfarce em disfarce andamos disfarçados a vida inteira). Se fizermos uma viagem no tempo, percebemos que lá atrás eram os nossos adultos de referência que ficavam desarmados com a nossa tristeza, “não é preciso chorares”;“ficas feio/a quando choras”… não sabiam o que fazer com esta nossa emoção (nem… - [Como fica o casal depois dos filhos?](https://filipamalofranco.com/como-fica-o-casal-depois-dos-filhos/): O nascimento de um filho é um marco na vida de um casal. Seja ele feito de alegria, satisfação, dificuldades, expectativas defraudadas, ou pincelado de todas elas, é um momento que acarreta inúmeros desafios na relação e implica por vezes alguns ajustamento. A dinâmica familiar é redesenhada e os papéis outrora de casal dão lugar aos de pais, gerando muitas vezes tensões e distanciamento emocional. Com o nascimento de um bebé surge um aumento de responsabilidades, uma sobrecarga mental (exacerbada por alterações hormonais), a rotina sofre alterações drásticas (reorganização do tempo, privação de sono, diminuição/inexistência de tempo de lazer), as prioridades… - [O papel do adulto](https://filipamalofranco.com/o-papel-do-adulto/): As birras são parte normal do desenvolvimento infantil, permitindo a descoberta do  sentido do “eu”, experienciando um conjunto de emoções.  Estas “birras” podem surgir quando a criança não consegue expressar as suas vontades/necessidades, fica frustrada, impaciente ou é contrariada. Este momento, de grande preocupação para os adultos, é acompanhado de choro e gritos, e comportamentos como: bater, morder ou atirar-se para o chão.  Tranquilize o seu coração, estes comportamentos são adaptativos e esperados.  Importa ter consciência de que também os adultos passam por períodos de explosão emocional, contudo conseguimos (ou deveríamos conseguir) expressar os nossos sentimentos e a situação que de… - [Serão os telemóveis o verdadeiro demónio?](https://filipamalofranco.com/serao-os-telemoveis-o-verdadeiro-demonio/): Quando vemos afinal as nossas crianças a pegar no telemóvel? No carro enquanto vão para a escola? em casa enquanto comem? Enquanto esperam pela hora do banho? No café enquanto os pais conversam? No sofá enquanto os pais estão a ver televisão? Nos recreios enquanto os amigos brincam a uma brincadeira que eles não querem? Enquanto esperam o João pestana chegar? Talvez seja o enquanto que faz as nossas crianças pegar nos telemóveis. Talvez seja o enquanto que as deixa a tremer por dentro. Talvez seja o enquanto que as deixa inquietas. Talvez seja o enquanto que as deixa angustiadas. O… - [Instinto materno Vs. vozes da sociedade](https://filipamalofranco.com/instinto-materno-vs-vozes-da-sociedade/): É preciso uma aldeia para criar uma criança. É mesmo.  Mas será que todas as aldeias são amigas das crianças? E das mães? Vivemos numa sociedade que gosta muito de dar palpites (não solicitados nem fundamentados) sobre a forma de educar as crianças. E, se em alguns casos, esses palpites são até certeiros e ajudam realmente, em outros tantos (na maioria, até, diria) são verdadeiros “bloqueadores” do instinto materno. As mães estão biologicamente programadas para atender (bem) às necessidades dos seus filhos. Mas nem sempre isto acontece. Nem sempre o instinto materno é imediato e também não é infalível.  Nem sempre as… - [Podemos culpar as hormonas?](https://filipamalofranco.com/podemos-culpar-as-hormonas/): “Sinto-me triste num momento tão feliz. Emociono-me sempre que olho para ele. Quando vejo estes bebés, que nascem em cenários de guerra, choro. Não sei se era bem isto que eu queria. Serei capaz de amá-lo? Serei boa mãe? Tenho medo… E choro.” Estas são algumas das frases que mais ouço das mães na minha prática clínica. Serão as mudanças hormonais, que acompanham a gravidez e o pós-parto, as responsáveis por este turbilhão de ideias? Sabemos que toda a gravidez e pós-parto se fazem acompanhar de mudanças hormonais que têm a vantagem de estimular o comportamento materno e a ligação emocional… - [Quando o silêncio surge na terapia](https://filipamalofranco.com/quando-o-silencio-surge-na-terapia/): Há quem goste do silêncio para fazer uma pausa no ruído.  Há quem sinta que estar em silêncio com alguém é um sinal de intimidade.  Há quem fuja do silêncio porque soa a vazio.  Há quem procure o silêncio como uma boa forma de se encontrar consigo mesmo.  Há tantas formas de viver o silêncio na vida, como na terapia e na relação terapêutica.  É certo que a psicoterapia tem como elemento principal a palavra. Mas engane-se quem pensa que a palavra é uma exigência. Podemos comunicar e revelar tanto no silêncio… Precisamos de confiar que alguém compreenderá o que dizemos… - [Odeio-me e quero morrer](https://filipamalofranco.com/odeio-me-e-quero-morrer/): Ainda que a generalização tenda a poder ser arriscada quando falamos da mente humana, um  padrão que emerge claro naqueles/as que adoecem psiquicamente diz respeito ao quanto  tendem a ser autopunitivos/as.  O mais pequeno lapso no desempenho das suas funções laborais leva a uma torrente autocrítica  e a esforços sistemáticos no sentido de evitar que algo de similar possa voltar a acontecer no  futuro. Mesmo em contextos nos quais, pelo menos à superfície, o erro poderia ser largamente inconsequente (como uma derrota num videojogo jogado com amigos/as ou um breve desequilíbrio na calçada que não conduz a queda), consequências severas são, de facto, … - [A im(previsibilidade) do amanhã](https://filipamalofranco.com/a-imprevisibilidade-do-amanha/): A imprevisibilidade da vida e daquilo que o amanhã nos poderá oferecer é algo que temos por garantido mas que raramente é pensado e principalmente sentido. Ela vem de mãos dadas com o medo e este medo abraça de uma forma dramática os nossos pensamentos e as nossas emoções… Há momentos em que esta incerteza ganha uma imagem real como podemos verificar nestes últimos dias. A força de como a natureza pode “destruir” de um momento para o outro todas as certezas e conquistas de uma vida! O calor que vimos nas chamas dos últimos incêndios também aqueceu os nossos corações… - [Tratado de paz com as birras](https://filipamalofranco.com/tratado-de-paz-com-as-birras/): Precisamos de assinar um tratado de paz com as birras.  Compreender que se por um lado fazem parte de do desenvolvimento normal e saudável por outro, constituem um sintoma quando são vividas de forma demasiado intensa, imprevisível e mais recorrente do que era esperado.  Precisamos de assinar um tratado de paz com as birras, mas a guerra não é com os nossos filhos, é com a sociedade. Uma sociedade que exige em demasia, rotula de forma desproporcionada, espera o impossível e culpa o que é natural. Uma guerra connosco, que enquanto pais, educadores e profissionais de saúde, por vezes estamos muito… - [E quando a mãe não sabe?](https://filipamalofranco.com/e-quando-a-mae-nao-sabe/): A mãe sabe? E quando a mãe não sabe? E quando o dever que impõem às mães de saber sempre tudo o que se passa com o bebé, o que sente e como agir, as mina por dentro, como se um veneno se tratasse. Lembrando-as uma e outra vez, que talvez, e só talvez, não sejam mães, o suficiente. E quando a intuição não está certa? Porque por mais que a intuição nos ajude a sentir e a escutar o bebé, nunca nos podemos esquecer que as lentes com que vemos o outro e o mundo, também podem estar influenciadas por… - [Uma carta sobre TPC's](https://filipamalofranco.com/uma-carta-sobre-tpcs/): Querida professora, Gostaria de agradecer sinceramente toda a dedicação prestada às nossas crianças ao longo deste ano escolar, bem como o esforço incansável que tem dedicado ao seu desenvolvimento escolar. Bem sabemos que ser professor não é fácil e como é tão exigente a tarefa de gerir, escutar e acompanhar tantas crianças na sua individualidade e subjetividade Contudo, e com todo o respeito por si e pela sua nobre profissão, gostaria de partilhar algumas reflexões sobre a importância do descanso, do lazer, do divertimento e do BRINCAR durante as férias, considerando o bem-estar emocional e o desenvolvimento holístico das crianças. É… - [A balança da maternidade](https://filipamalofranco.com/a-balanca-da-maternidade/): Quando se é mãe a vida muda para sempre. Ter um filho é escolher viver em prol de uma outra pessoa, é assumir uma responsabilidade que não tem “v” de volta. É estabelecer um laço afetivo que dura até ao fim dos nossos dias.  E se tanto de maravilhoso tem este compromisso de ser mãe, também de assustador e imprevisível, na mesma medida.  Ser mãe é viver por amor e em amor, é ganhar um sentimento nunca antes sentido. Mas é também perder. É perder a vida antes dos filhos, é entregar a liberdade. É (por momentos) esquecer o sentido de si,… - [Poderei eu ser o meu pior inimigo?](https://filipamalofranco.com/poderei-eu-ser-o-meu-pior-inimigo/): Na sequência de um rol de tentativas românticas sentidas como fracassadas, encontra-se, pela  primeira vez, numa relação estável e pautada pela reciprocidade, na qual sente que deveria estar  satisfeito/a. Contudo, perante o mais ínfimo pormenor que o/a incomoda no dia a dia da  vivência com a pessoa (por exemplo, a forma como a mesma coloca a roupa no estendal ou  dispõe os guardanapos na mesa), explode com raiva e profere todo um conjunto de acusações,  como se, de algum modo, procurasse promover a chegada do dia em que o amor deixará de ser  suficiente e a mesma, finalmente, não terá outra… - [Confiar](https://filipamalofranco.com/confiar/): ConfiarConfiar no corpo. Confiar no processo. Confiar na vida. Confiar, que verbo difícil de conjugar. Muitos de nós não aprendemos a fazê-lo… não na vida real, pelo menos, e por isso aprendemos a tentar controlar.  E ficamos ansiosos com tudo o que nos foge entre os dedos (que é quase tudo). Eu sei, parece contraditório, mas não controlamos a vida, nem o que nos irá acontecer amanhã, não podemos e por isso é que vivemos com um medo do caraças que tudo corra mal.  Medo que nos deixem, da doença, de ficarmos tristes, do conflito, do insucesso. Medo de cairmos no desamparo, que a tristeza seja dilacerante,… - [O aleitamento materno e a saúde mental](https://filipamalofranco.com/o-aleitamento-materno-e-a-saude-mental/): O aleitamento materno é uma parte fundamental dos processos psíquicos e de saúde inerentes à maternidade, e está intimamente ligado ao bem-estar físico e emocional da mãe e do bebé, assim como à construção do vínculo entre ambos. Os profissionais de saúde estão cada vez melhor preparados em relação aos aspectos fisiológicos do aleitamento materno, mas o certo, é que os aspectos mais psicológicos, neurobiológicos e socioculturais da amamentação são ainda menos conhecidos. A realidade é que a doença mental no pós-parto pode manifestar-se como dificuldades na lactação, e ao mesmo tempo as dificuldades com a lactação podem gerar muito mal-estar… - [Castigos](https://filipamalofranco.com/castigos/): Castigo, na sua definição da palavra, é uma punição que se inflige a um culpado; mortificação;  tarefa penosa ou grande dificuldade (in Dicionário Priberam da Língua Portuguesa). Parece demasiado severo, não parece? E é. (Ainda) continuamos a insistir nos castigos e numa educação onde passamos a mensagem clara que é sempre o mais forte que vence. Quando já percebemos hoje que os castigos, entre outras estratégias de parentalidade arcaicas, não resultam.  E numa dificuldade de saber o que fazer, e de pensar onde é que os limites se inscrevem numa parentalidade mais respeitosa, a literatura continua a mostrar-nos o quão prejudicial… - [Viver em automático, é viver adormecido?](https://filipamalofranco.com/viver-em-automatico-e-viver-adormecido/): Estava em consulta, quando uma paciente disse: “sinto-me a andar no automático”. Enquanto juntava tudo o que sabia sobre ela, dentro de mim, perguntei-lhe o que é que isso significava, ao mesmo tempo que me senti a congelar, numa espécie de vazio, que acabei por lhe devolver, para que, juntas, o pudéssemos pensar. No fundo, estávamos as duas a falar do mesmo. Ela sentia-se a andar no automático, porque, distanciando-se das suas emoções, acabava, muitas vezes, adormecida, num bloqueio intransponível, que a descaracterizava, numa vida sem cor ou forma, mesmo tendo, dentro de si, todas as cores do mundo. Pensámos sobre… - [Em busca da identidade](https://filipamalofranco.com/em-busca-da-identidade/): Acredito que todos compreendemos a importância de saber quem somos e de ter a coragem para agir em conformidade com isso mesmo. É um guia importante, que nos orienta nos diferentes contextos da vida, e que nos traz um sentido de coerência e de integridade. Mas não é uma coisa imutável, ou que comece e acabe na adolescência. Pelo contrário, uma das nossas maiores diretrizes, está em constante construção e, apesar de ser algo que nos define, enquanto seres únicos e individuais, é construída com a ajuda dos que nos rodeiam. Ora, porque eles identificam em nós, características que nós não… - [Criar é difícil. Estar em terapia também](https://filipamalofranco.com/criar-e-dificil-estar-em-terapia-tambem/): Criar é duro. Trate-se de criar algo que ainda não existe, uma obra de arte, um texto ou, no limite, um ser humano. É gratificante, mas duro. E gratificante, principalmente, quando começamos a chegar ao “produto final”, quando, de um projeto amorfo, conseguimos vislumbrar um resultado, mais bem definido.  Criar é duro, porque é um processo, com muitas etapas que se interpõem e atropelam; com muitos passos que não seguem um caminho linear e que, pelo contrário, é extremamente desorganizado (dentro de uma ordem). Talvez desarrumado seja a melhor palavra. E é ambivalente, porque, por vezes, parece que está tudo a… - [A minha inimiga - Procrastinação](https://filipamalofranco.com/a-minha-inimiga-procrastinacao/): Na semana passada, pensámos, convosco, sobre o modo como o ano novo nos convida a refletir sobre o curso da nossa vida e a questionar, seriamente, se ela tem, ou não, a nossa cara, gerando desconforto, sempre que nos sentimos a caminhar na direção oposta à que a nossa bússola interna indica. Vivemos, agora, a segunda semana do ano e, enquanto alguns de nós se veem motivados a atingir as suas metas de ano novo, outros, poderão já ter desistido das suas. Às vezes, sob o pretexto da inimiga procrastinação, que será o ato de adiar a execução de tarefas importantes… ## Pages - [O Sono do Bebé](https://filipamalofranco.com/o-sono-do-bebe/): Cuidamos da saúde mental toda a vida O sono do bebé e da criança pequena não pode ser visto de forma isolada O sono do bebé está profundamente ligado ao desenvolvimento emocional, à vinculação, à saúde mental dos pais, ao contexto familiar e a tantos outros factores que se influenciam mutuamente. É por isso que na nossa clínica o sono pediátrico não é abordado como um tema à parte, mas como parte de um todo. Agendar consulta “A nossa equipa é especializada não só em sono pediátrico, mas também na área perinatal e na primeira infância Precisamente porque acreditamos que avaliar… - [Carolina Sereijo](https://filipamalofranco.com/carolina-sereijo/): Acompanhamento Psiquiátrico de Adolescentes e Adultos Consulta Presencial e Teleconsulta Perturbações da Ansiedade, Transtornos Depressivos, Perturbações da Personalidade, Perturbações do Comportamento Alimentar Transtornos do Neurodesenvolvimento, Perturbações do foro mental, Intervenção na crise Atividade Clínica e Formação Especialização em Psiquiatria no Serviço de Psiquiatria e Saúde Mental do Hospital Lisboa Norte (julho de 2018 a novembro de 2023)  Especialização Avançada Pós-Universitária em Psicoterapias Cognitivo Comportamentais (172h) (junho 2021) Estágio no Serviço de Psiquiatria da Infância e Adolescência, Instituto de Psiquiatria da Universidade Federal do Rio de Janeiro. (1 de janeiro a 31 de março de 2023) Estágio no Serviço Desórdenes del Comportamiento… - [Maria João Ribeiro](https://filipamalofranco.com/maria-joao-ribeiro/): Sou psicóloga clínica, com prática dedicada à saúde mental perinatal, ao sono infantil e ao apoio à parentalidade. Ao longo do meu percurso tenho acompanhado mães, pais e famílias em diferentes fases da sua vida, sobretudo nos momentos de maior transição, cansaço emocional e reorganização familiar. A parentalidade, especialmente nos primeiros anos de vida da criança, é um período profundamente transformador, onde o amor convive muitas vezes com o medo, a exaustão, a culpa e a dúvida. O meu trabalho centra-se em apoiar famílias a compreender o comportamento infantil a partir de uma perspetiva emocional e relacional, respeitando o desenvolvimento da… - [Termos e Condições](https://filipamalofranco.com/termos-condicoes/): Termos e condições Este site é propriedade e operado pelo Palco Consensual Lda, com sede na Rua João dos Santos Pinto nº 64, 2950-634 Quinta do Anjo, registada sob o NIF 516 838 954. A utilização deste site rege-se pelos presentes Termos e Condições. Atividade O Palco Consensual Lda atua na área da saúde humana, disponibilizando serviços e informações relacionados com essa atividade. Aceitação dos Termos Ao aceder e utilizar este site, o utilizador aceita os Termos e Condições aqui descritos. Atualização dos Termos O Palco Consensual Lda reserva-se o direito de modificar estes Termos e Condições a qualquer momento, sem… - [Media](https://filipamalofranco.com/media/): As novidades além das paredes da clínica livros de psicologia e parentalidade Educar sem Pressa escuta o teu coração livros infantis Vamos falar sobre Amor Infinito? Vamos falar sobre Dias Difíceis? Vamos falar sobre Ansiedade? programas de rádio e podcasts https://www.youtube.com/watch?v=nnvt3hWxp9shttps://www.youtube.com/watch?v=CN0XDnyvdk0https://www.youtube.com/watch?v=xeJtosOAitUhttps://www.youtube.com/watch?v=YT7uMdVeZoI https://www.youtube.com/watch?v=TEimmaU3tWwhttps://www.youtube.com/watch?v=3JrMeJBWF-Ihttps://www.youtube.com/watch?v=KjM_Zi9QCcc - [Ana Camarinha](https://filipamalofranco.com/ana-camarinha/): Psicóloga com formação em Terapia Familiar e Intervenção Sistémica pela Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar, com uma prática clínica centrada na Psicologia Perinatal e na Terapia de Casal. Desde o início do seu percurso profissional que se dedica ao acompanhamento de mulheres e famílias nas diferentes etapas da vida, com especial enfoque no período perinatal. Tem formação em Mindfulness na Gravidez, Parentalidade Consciente e Comunicação Não-Violenta, ferramentas que integra de forma natural no seu trabalho terapêutico. Em Terapia de Casal, acompanha casais em diferentes fases e contextos de vida, respeitando o processo único de cada relação e as mudanças e adaptações… - [Sofia Lebres](https://filipamalofranco.com/sofia-lebres/): Sou psicóloga clínica e sonhei esta profissão, desde muito cedo. Lembro-me de ficar a observar pessoas no centro comercial e é no 8° ano que digo querer ser psicóloga para  que, todos os dias, pudessem ser diferentes, uma vez que pessoas idiossincráticas exigiriam, sempre, intervenções distintas. Acredito no processo psicoterapêutico como um movimento de liberdade, onde largamos os guiões que outros escreveram para nós e colocamos mãos à obra na construção da nossa própria história, em direção ao que realmente somos e queremos fazer. E acredito que esse movimento só é possível no seio de uma relação genuína, que nos aceita… - [Adelina Branco](https://filipamalofranco.com/adelina-branco/): Sou a Adelina. Acredito que é na relação que encontramos algumas das formas mais transformadoras de conhecimento, consciência e crescimento.O meu percurso tem sido dedicado a crianças, adolescentes e às suas famílias. Cada criança traz consigo um mundo único, cheio de histórias, emoções e descobertas. Foi esse mundo que me despertou uma ligação especial ao desenvolvimento infantil e juvenil e um profundo respeito pelo ritmo de cada criança, pelas suas necessidades e pela forma como se expressa nos diferentes contextos da sua vida.Na Psicologia encontro um espaço onde a ciência se cruza com a curiosidade, a escuta e a arte de… - [Sara Rathenau](https://filipamalofranco.com/sara-rathenau/): Sou Psicóloga Clínica e Investigadora. Em 2021 fui autora do paper “The effect of attitudes toward online therapy and the difficulties perceived in online therapeutic presence.”. Trabalho com crianças e adultos. Tenho formação em Avaliação Psicológica da Criança. Escrevo crónicas para a Comunidade Cultura e Arte. Tenho experiência e interesse em trabalhar com pessoas LGBTQIA+ e trabalho frequentemente com temáticas como a ansiedade, depressão, burnout, auto-estima, distúrbios alimentares e ainda lutos.   Acredito que só somos em relação com outra pessoa. Precisamos sempre de outra pessoa para crescer, construirmos a nossa identidade e ainda a nossa auto-estima. É através da relação… - [Raquel Pereira](https://filipamalofranco.com/raquel-pereira/): Sou psicóloga clínica e da saúde, com mestrado integrado no ISPA em Lisboa.  Iniciei a minha experiência profissional a trabalhar com famílias na área da proteção da infância. Em simultâneo aprofundei a minha formação na área das competências parentais e terminei a pós graduação em avaliação psicológica, também no ISPA.  A experiência de trabalho como psicóloga com crianças e famílias foi fundamental para desenvolver a minha sensibilidade aos mais variados tipos de desafios que podemos enfrentar na vida, nas diferentes idades, nos diferentes papéis que desempenhamos, e nas nossas diferentes relações.  Acredito profundamente no poder transformador da psicoterapia, baseada no respeito,… - [Olga Reis](https://filipamalofranco.com/olga-reis/): Olá sou a Olga! Nasci a sul onde as casas são caiadas de branco, as chaminés têm estatuto e as laranjas de ouro. Sou mulher, filha, irmã e mãe, mas também uma apaixonada pela minha profissão. Durante o meu percurso profissional, mergulhei principalmente no mundo das crianças e jovens e, claro, nas suas famílias! Há cerca de 17 anos, a minha paixão pela saúde mental perinatal floresce no estágio. Estagiei no Hospital de Santa Maria, na unidade de psiquiatria e pedopsiquiatria, onde também tive a oportunidade de fazer psicologia de ligação com a obstetrícia e a ginecologia. No entanto, considero que… - [Rita Sousa](https://filipamalofranco.com/rita-sousa/): Sou desde 2019 reconhecida pela OPP como especialista em psicologia clínica e especialista em psicoterapia EMDR, desde 2022. Ao longo do meu percurso profissional entre outras atividades, dediquei-me à intervenção com crianças, adolescentes e famílias. Tenho um especial interesse pelo tema do trauma, gestão da ansiedade e autorregulação das emoções, treino de competências pessoais e sociais, estimulação cognitiva, avaliação psicológica e psicopedagógica da criança e do adolescente, bem como, pelo tema da parentalidade. Formação Base: Licenciatura e Mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde pela Universidade de Aveiro Estágio Curricular no serviço de Reabilitação e consulta externa do Hospital de Magalhães… - [Manuel Felino](https://filipamalofranco.com/manuel-felino/): Psicólogo clínico pelo ISPA-IU. Psicoterapeuta psicodinâmico em formação na Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica. Membro efectivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses e da Sociedade Portuguesa de Psicologia Clínica. Exerço actividade clínica com crianças, adolescentes e adultos. Trabalho, também, no Centro de EtnoPsicologia Clínica (CEC) do ISPA-IU, no qual realizo intervenção clínica transcultural e investigação. Sou sócio da Identidades e Afectos, Associação, que se debruça sobre as questões de género e sexualidades.  A minha intervenção psicoterapêutica procura ajudar o sujeito a identificar e compreender os aspectos geradores de sofrimento, resolver conflitos internos e tratar sintomas, transformando o modo como o sujeito se… - [Márcia Arnaud](https://filipamalofranco.com/marcia-arnaud/): Psicóloga clínica e da saúde formada no ISPA e membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses com a cédula Nº25454. apaixonada por pessoas, mesmo as de palmo e meio, tem-se dedicado à promoção da saúde mental desde os primeiros passos do seu percurso profissional, com um foco especial nas emoções. Da terapia, à literatura e ao brincar – tudo pode ser uma ferramenta e recurso para pensar as emoções e promover o desenvolvimento individual. a escrita sempre teve um papel muito importante no seu crescimento e foi a partir dela que surgiu a página @mente.entre.aberta no Instagram, focada na promoção da saúde mental… - [Mariana Enes Gaio](https://filipamalofranco.com/mariana-enes-gaio/): Sou psicóloga clínica e trabalho com crianças, adolescentes e adultos sob o olhar de uma abordagem psicodinâmica.  Participei numa formação certificada sobre a prova Rorschach, técnica projetiva que adoto nas avaliações psicológicas da minha prática clínica.  Tenho especial interesse em áreas de intervenção como fragilidades relacionais (conjugais, familiares ou entre pares), insegurança e autoestima, gestão emocional (pensar e sentir emoções), ansiedade, assim como na promoção de autoconhecimento e desenvolvimento pessoal.  Formação Base: Mestrado Integrado em Psicologia Clínica no ISPA (Instituto Superior de Psicologia Aplicada) Estágio curricular realizado na área da psicologia infantil, no CADin; Estágio profissional autoproposto com crianças, adolescentes e… - [Maria Alarcão](https://filipamalofranco.com/maria-alarcao/): Psicóloga clínica e terapeuta familiar e de casal, formada pelo ISPA, membro efectivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses e da Sociedade Portuguesa de Terapia Familiar.  Ao longo dos últimos anos tenho trabalhado com famílias, adultos, jovens e crianças principalmente no contexto da promoção e proteção.  Apaixonada pelas emoções e relações, pelas dinâmicas que se criam desde que nascemos até à vida adulta e a forma como isso nos impacta.  Gosto de histórias de vida, de mergulhar na sua complexidade, de descobrir, compreender e ajudar a dar sentido a emoções, sentimentos e padrões relacionais.  Também no mundo da família, fruto do meu… - [Luís Chambel Martins](https://filipamalofranco.com/luis-chambel-martins/): Psicólogo Clínico, Membro Efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses (Cédula Profissional n.º 27308). Na minha prática clínica, orientada para a população adulta, motiva-me contribuir para o autoconhecimento do Outro; para uma consciencialização profunda das suas potencialidades e limitações, aliada à busca das causas e dos sentidos subjacentes ao seu sofrimento (componente inextricável da vivência humana) materializado em sinais/sintomas, mensageiros que importa escutar. Com esse propósito, abordo a pessoa em acompanhamento a partir de uma perspetiva psicodinâmica e, tendo como instrumento fundamental de trabalho a relação, encaro o processo terapêutico enquanto trajeto necessariamente único no qual caminharemos lado a lado, juntos atravessando… - [Leonor Rocha Leite](https://filipamalofranco.com/leonor-rocha-leite/): Psicóloga Clínica, especializada na área da Psicologia da Gravidez e da Parentalidade, considero que o meu propósito enquanto pessoa e profissional é contribuir para um mundo melhor e, para isso, trabalho desde o começo da Vida, na construção de bases seguras e famílias felizes! Sinto o trabalho no período perinatal como uma verdadeira Missão. Apaixona-me observar as diferentes formas de estar e viver esta fase de transição, e poder contribuir para uma maternidade tranquila e gratificante! Acredito no poder transformador da relação. Não só a relação psicólogo-paciente, como a relação mãe-bebé. Essa, sim, é o “motor” da vida, do crescimento e… - [João Rema](https://filipamalofranco.com/joao-rema/): Mestre em Medicina, médico especialista em Psiquiatria e Sexologia. Pós-Graduado em psicoterapia Cognitivo Comportamental, Sexualidade Humana e Psiquiatria Perinatal. Docente convidado da Faculdade de Medicina da Universidade de Lisboa nas áreas da Psiquiatria, Sexualidade Humana e Perturbações do Comportamento Alimentar.​ Membro de várias sociedades internacionais de psiquiatria, medicina sexual e psiquiatria perinatal e formador na área da saúde mental.  Principais áreas de interesse na psiquiatria do adulto; sexologia clínica e psiquiatria reprodutiva/da mulher e perinatal.  Formação Base:     Formação Adicional:   - [Joana Santos](https://filipamalofranco.com/joana-santos/): Chamo-me Joana Santos, sou psicóloga clínica, com licenciatura em psicologia e mestrado em psicologia da saúde e reabilitação neuropsicológica, pela universidade de Aveiro. Desde do início do meu percurso profissional que trabalho com crianças, adolescentes e famílias. Tenho um especial interesse pelos bebés e crianças e pelos temas da parentalidade (sono, amamentação, birras, desfralde, entrada na creche entre outros.). Também trabalho com adultos nos mais diversos temas da psicologia clínica, com enfoque na maternidade, preconceção e pós-parto.   Formação Base Licenciatura e Mestrado em Psicologia da Saúde e Reabilitação Neuropsicológica pela Universidade de Aveiro; Estágio Curricular em Neuropsicologia Clínica na Clínica NeuroBios,… - [Diana Cerqueira](https://filipamalofranco.com/diana-cerqueira-2/): Sou Psicóloga Clínica, formada pelo ISPA-IU. Acredito que o trabalho psicológico começa na relação terapêutica – um espaço que se constrói com tempo, escuta ativa e presença genuína. É aqui que cada pessoa pode sentir-se segura para expressar o que sente, o que vive e o que quer compreender. Respeitar o ritmo e a singularidade de cada um é fundamental para que a transformação aconteça. Tenho acompanhado crianças, jovens, adultos e idosos em diferentes contextos, com experiência em trabalho comunitário e em colaboração com equipas multidisciplinares. A minha abordagem está fundamentada na perspectiva psicodinâmica, que valoriza a compreensão profunda dos processos… - [Diana Cerqueira](https://filipamalofranco.com/diana-cerqueira/): Sou Psicóloga Clínica, formada pelo ISPA-IU. Acredito que o trabalho psicológico começa na relação terapêutica – um espaço que se constrói com tempo, escuta ativa e presença genuína. É aqui que cada pessoa pode sentir-se segura para expressar o que sente, o que vive e o que quer compreender. Respeitar o ritmo e a singularidade de cada um é fundamental para que a transformação aconteça. Tenho acompanhado crianças, jovens, adultos e idosos em diferentes contextos, com experiência em trabalho comunitário e em colaboração com equipas multidisciplinares. A minha abordagem está fundamentada na perspectiva psicodinâmica, que valoriza a compreensão profunda dos processos… - [Débora Paixão](https://filipamalofranco.com/debora-paixao/): Psicóloga clínica formada no ISPA e membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses. Aquilo em que acredito, e que é o meu foco na prática clínica, é o contacto humano e genuíno com quem me procura. Um olhar sobre a pessoa no seu todo, com as suas fragilidades e potencialidades, nunca esquecendo a individualidade e subjetividade de cada um. Estes fatores são os que considero como fortes alicerces de uma relação que se torne um espaço seguro de partilha. É esta relação, assente na compreensão e respeito pela individualidade de cada um, que permite um olhar aprofundado sobre quem somos, de… - [Daniela Morbey](https://filipamalofranco.com/daniela-morbey/): Sou mestre em Psicologia Clínica e, em Psicologia Comunitária, Proteção de Crianças e Jovens em Risco.  Especialista em Psicologia Clínica e da Saúde, com especialização avançada em Psicologia Comunitária, reconhecida pela Ordem dos Psicólogos Portugueses. Ao longo da minha trajetória profissional, dediquei-me à área da infância e juventude, o que me possibilitou trabalhar com crianças, jovens e as suas famílias. Este percurso, ao mesmo tempo apaixonante e desafiador, permitiu-me desenvolver habilidades como a empatia, a escuta ativa e, o respeito pela subjetividade do outro. No âmbito pessoal, a maternidade ampliou os meus horizontes e transformou as minhas percepções, confrontando-me diretamente com… - [Carolina Remédios](https://filipamalofranco.com/carolina-remedios/): Em pequena, entre pincéis e cores, costumava dizer que queria ser pintora.Uns anos mais tarde, percebi o significado de ser psicóloga e as artes passaram a integrar o meu bem estar de outra forma e hoje também as uso como recurso terapêutico. A psicologia deu-me o privilégio de criar ligações,de fazer caminhos partilhados naquelas que são as possíveis dificuldades do desenvolvimento e parentalidade. Tenho feito um percurso dedicado às crianças e suas famílias.Também tenho a minha,com três crianças por quem sou apaixonada.  Este caminho entre família e trabalho tem-me permitido especializar nas áreas da psicologia clínica, nomeadamente no desenvolvimento e neurodesenvolvimento… - [Catarina Soares](https://filipamalofranco.com/catarina-soares/): Eu sou a Catarina, sou Psicóloga Clínica, desde muito cedo me interessou estudar e refletir a forma de como cada um de nós, de um modo tão singular, sente, pensa, se relaciona e se comporta. As relações, as emoções e o inconsciente são as áreas do funcionamento humano que mais despertam o meu interesse.  Tenho investido particularmente no trabalho com a população adulta no âmbito de várias problemáticas como a depressão, a ansiedade, a auto-estima, o desenvolvimento pessoal e também na área da parentalidade. Formação Base Licenciatura em Psicologia- UMAIA (Universidade da Maia) Mestrado em Psicologia Clínica- ISPA (Instituto Universitário de… - [Ana Rita Cruz](https://filipamalofranco.com/ana-rita-cruz/): Sou a Rita, mãe da Teresa, do Francisco e da Luisa.Sou apaixonada por histórias e pessoas. Por lugares e cheiros. Adoro livros.Escolhi psicologia, por acreditar que o curso me daria muitas ferramentas para compreender o comportamento humano e me ajudaria a estar mais próxima das pessoas.Hoje acredito que a maior aprendizagem é escutar e dar colo. Aprendi que a maior riqueza que podemos receber em consulta, é a vulnerabilidade de quem nos procura.Cruzei-me em 2017 com a área da gravidez e da parentalidade.É o lugar onde ainda “permaneço” e dedico mais horas de estudo. Estudar parentalidade tornou-me uma psicóloga mais empática… - [Ana Cláudia Mirrado](https://filipamalofranco.com/ana-claudia-mirrado/): Sou a Ana Cláudia, psicóloga educacional. Desde a minha adolescência que me recordo de expressar curiosidade sobre as emoções e o comportamento humano. Decidi responder a algumas das minhas dúvidas com a integração no curso de Psicologia. A minha maior aprendizagem e conclusão prende-se com o significado de empatia e o impacto da mesma na relação com o outro.  Transporto um carinho especial pela área da infância, adolescência e famílias, com dedicação às temáticas das competências sociais, emocionais e parentalidade. O meu percurso profissional é pautado pelo privilégio de conhecer histórias, emoções, conquistas e experiências, de quem em mim confia.  Formação… - [Mónica Torres](https://filipamalofranco.com/monica-torres/): Mónica Torres O meu nome é Mónica Torres e sou psicóloga clínica. Licenciei-me na Faculdade de Psicologia e de Ciências da Educação da Universidade de Coimbra e concluí o Mestrado Integrado em Psicologia – Psicopatologia e Psicoterapias Dinâmicas nesta mesma Universidade. No decorrer do meu percurso académico e profissional já me dediquei a diferentes áreas da psicologia, no entanto, nos últimos anos, tenho vindo a sentir um carinho especial pela psicologia perinatal e parentalidade – da pré-conceção à infertilidade e aos desafios parentais dos primeiros anos de vida do bebé. A par desta temática, a psicoterapia do adulto ocupa também um… - [Tomás Lopes](https://filipamalofranco.com/tomas-lopes/): Tomás Lopes Psicólogo Clínico formado no ISPA-IU e membro efetivo da Ordem dos Psicólogos Portugueses A terapia para mim é o desenvolvimento de uma relação onde podemos dar nome ao desconhecido, acolhendo as emoções, sentimentos e experiências trazidas por cada pessoa. Acredito que através de um espaço livre e confortável é possível questionar, hipotetizar e transformar as dinâmicas nesta dança que é a relação terapêutica. Enquanto clínico recebo crianças, adolescentes, adultos e adultos mais velhos, realizando quando necessário avaliações psicológicas. Devido ao meu percurso profissional surgiu em mim a curiosidade em compreender o impacto das relações na nossa saúde mental e… - [Ariana Pereira](https://filipamalofranco.com/ariana-pereira/): Ariana Pereira Sou Psicóloga Clínica (Número de Cédula Profissional 16883), com mestrado em Psicologia Clínica e da Saúde, pela Universidade de Aveiro. Acredito nas relações e que o sucesso terapêutico surge da empatia entre duas pessoas e que a maior conquista da minha profissão é perceber através do olhar do outro, que ao longo das sessões as dúvidas e o desconforto emocional começa a ser compreendido e integrado de uma forma saudável no dia a dia de quem me procura. Ao longo do meu percurso profissional, tenho tido o privilégio de trabalhar com adultos e adolescentes  em diversos contextos, nomeadamente hospitalar… - [Filipa Malo Franco](https://filipamalofranco.com/filipa-malo/): Filipa Malo franco Filipa Malo Franco, psicóloga clínica, licenciada também em ciências da saúde e especializada na área perinatal, parentalidade, sono pediátrico e primeira infância. Possui ainda a certificação no Programa de Intervenção : Sleep, Baby & You pela Professora Helen Ball e Dra Pamela Douglas, Acreditação em Cuidados de Desenvolvimento Neuroprotetores pelo NDC Institute e formação em amamentação e saúde mental. Autora de três livros infantis, é do mais recente Educar sem Pressa e oradora e mãe de dois rapazes. Atualmente dá consultas na Clínica Filipa Malo Franco, em Lisboa e online, com cuidados desde o bebé ao adulto  … - [Agendamento](https://filipamalofranco.com/agendamento/): agendamentos - [Loja](https://filipamalofranco.com/loja/) - [Preçário](https://filipamalofranco.com/precario/): preçário avaliação psicológica, cognitiva, emocional e do desenvolvimento Avaliação do desenvolvimento, emocional e relacional: 0-3 anos desde 200€ Dependendo da extensão/testes aplicados.Devolução de resultados e entrega de relatório. Avaliação emocional desde 200€ Dependendo da extensão/testes aplicados.Devolução de resultados e entrega de relatório. Avaliação cognitiva desde 260€ Dependendo da extensão/testes aplicados.Devolução de resultados e entrega de relatório. Avaliação neurodesenvolvimento desde 330€ Dependendo da extensão/testes aplicados.Devolução de resultados e entrega de relatório. 1ª infância (0-5 anos) Acompanhamento psicológico 60€ Consulta sono do bebé e da criança 75€ Inclui consulta, material de apoio é follow up Aconselhamento psicológico parental 75€ Inclui consulta e material… - [A Clínica](https://filipamalofranco.com/clinica/): https://filipamalofranco.com/wp-content/uploads/2026/04/file.mp4 na clínica Filipa Maló franco a sua saúde e bem-estar estão sempre em primeiro lugar A Clínica Filipa Malo Franco é uma referência na área da saúde mental e bem-estar, oferecendo um atendimento de excelência. Com uma clínica presencial situada em Lisboa, perto do Campo Pequeno, beneficia de uma localização privilegiada, com acessos facilitados e transportes públicos nas proximidades. Agendar na clínica Filipa Maló franco a sua saúde e bem estar estão sempre em primeiro lugar A Clínica Filipa Malo Franco é uma referência na área da saúde mental e bem-estar, oferecendo um atendimento de excelência. Com uma clínica presencial… - [easypay](https://filipamalofranco.com/wc-easypay/) - [My account](https://filipamalofranco.com/my-account/): a minha conta Dashboard Encomendas Downloads Moradas Detalhes da conta Logout Olá ana_admin (não é ana_admin? 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Get Started Clients love our creative services! Layouts: Popup Watch Video Supporting your growth Enhance well-being with care Listener offers expert therapy and counseling services designed to help individuals, couples, and families. Our licensed team uses evidence-based methods to guide clients toward positive change, well-being, and resilience. Our Services Therapy solutions We guide people to heal and grow with proven support. Empowering change Our mission is to support growth with caring mental health services. Personalized care We offer therapy, workshops,… - [Serviços](https://filipamalofranco.com/servicos/): os nossos serviços clínica presencial e digital aqui acreditamos que a relação é a base e o alicerce para a transformação agendar Através de um acompanhamento atento, ético e personalizado, procuramos criar um espaço seguro onde é possível explorar dificuldades, compreender emoções e desenvolver novas formas de lidar com os desafios da vida. Os nossos serviços abrangem diferentes áreas de intervenção psicológica, dirigidas a crianças, adolescentes e adultos, sempre com o compromisso de apoiar cada pessoa no seu percurso de crescimento, equilíbrio e qualidade de vida. avaliação psicológica, cognitiva, emocional e do desenvolvimento Avaliação do Desenvolvimento, Emocional e Relacional: 0-3 anos… - [A Equipa](https://filipamalofranco.com/equipa/): Cuidamos da saúde mental toda a vida Uma caminhada acompanhada, construída na relação A minha equipa de psicologia clínica e psiquiatria é composta por profissionais alinhados e que abraçam este projecto em prol da saúde mental e da relação terapêutica, nas diferentes áreas de interesse e especialidade. Trabalhamos em equipa, com sessões de intervisão e reuniões que mantém a integridade enquanto equipa, mesmo com todas as diferenças que nos caracterizam. A eles agradeço por podermos ajudar tantas pessoas, desde o bebé ao adulto, em todo o mundo. Estamos à distância de um clique! Agendar “Esta é uma caminhada acompanhada através de… - [Testimonials](https://filipamalofranco.com/testimonials/): Building your path to inner peace We grow stronger minds every day Listener helped me gain the strength to move forward and thrive. My counselor cared deeply and listened to all my concerns. I felt supported and valued. Julia Bennett Wellness program lead Listener gave me the strength to start to heal and grow. My therapist listened with compassion and care. I always felt seen and respected. Sophia Kim Group therapy guide With Listener I learned to see my life differently. Their care helped me find calm and discover new ways to manage stress and face new days. Lucas Greene Peer… - [Pricing](https://filipamalofranco.com/pricing/): Simple pricing plans Choose a plan that fits your needs Monthly Yearly Essential $ 25 / per month One-on-one support Flexible session times Licensed expert team Secure and private care Select plan Recommended Premium $ 50 / per month Group therapy access Priority appointment slots Dedicated care manager Unlimited online chat Select plan Ultimate $ 500 / per month Unlimited session time Personal growth tools Family therapy options Priority weekend slots Select plan Annual basic $ 30 / per year Personal session access Book flexible times Skilled therapist team Your info is private Select plan Top choice Annual plus $ 65… - [Contactos](https://filipamalofranco.com/contactos/): estamos à distância de um clique! E-mail geral@filipamalofranco.com Morada Av. Óscar Monteiro Torres 45, 1º andarLisboa Contactos +351 914 770 219 Whatsapp Redes Sociais Facebook Instagram Tem alguma questão?Entre em contacto connosco! - [404 Page](https://filipamalofranco.com/404-page/): Oooops! Perdeu o caminho? Na vida, na parentalidade, nas relações, às vezes é normal perder-se A página que procura não existe, mas nós continuamos aqui. Porque cuidar da saúde mental é um caminho que se faz todos os dias. voltar ao início - [Typography](https://filipamalofranco.com/typography/): Sed ut perspiciatis unde omnis iste natus error sit voluptatem accusantium doloremque laudantium, totam rem aperiam, eaque ipsa quae ab illo inventore veritatis et quasi architecto beatae vitae dicta sunt explicabo. Nemo enim ipsam voluptatem quia voluptas sit aspernatur aut odit aut fugit, sed quia consequuntur magni dolores eos qui ratione voluptatem sequi nesciunt. Heading H1 Proin faucibus ex nec mauris sodales, sed elementum mi tincidunt. Sed viverra egestas nisi consequat. 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Neste webinar vamos falar sobre o que acontece, do ponto de vista do desenvolvimento infantil durante a adaptação escolar e, sobretudo, sobre o que os pais podem fazer para que este processo seja vivido com maior segurança, confiança e tranquilidade para todos. Ao longo da sessão iremos abordar: •⁠ ⁠Como preparar a criança antes do início das aulas; •⁠ ⁠O que é esperado durante o período de adaptação; •⁠ ⁠Como gerir as despedidas e o choro; •⁠ ⁠O papel da vinculação nesta fase; •⁠ ⁠O que ajuda (e o que pode dificultar) a adaptação; •⁠ ⁠Quando é importante procurar ajuda. - [Workshop Sono do Bebé](https://filipamalofranco.com/loja/workshop-sono-do-bebe/): Brevemente window.fd('form', { formId: '6a5548c50473dcbb3c911f6b', containerEl: '#fd-form-6a5548c50473dcbb3c911f6b' }); - [Webinar "Desfralde sem Pressão: Mitos, Ciência e Sinais de Prontidão"](https://filipamalofranco.com/loja/webinar-desfralde/): Data e hora: 29 de julho pelas 21 horas Gravação disponível. Vagas limitadas. 🌞 O verão chegou… e, com ele, chegam também as pressões. “Agora é a altura ideal para tirar a fralda.” “Em setembro já vai para a sala dos 3 anos.” “Os outros da mesma idade já não usam fralda.” E, no meio de tantas opiniões, é fácil sentires que estás a falhar ou que tens de apressar um processo que pertence ao teu filho. Mas… e se o desfralde não tivesse de ser uma corrida contra o tempo? Neste webinar vamos desconstruir alguns dos mitos mais frequentes sobre o desfralde e falar sobre o que a evidência científica nos diz acerca deste processo. Vais aprender a reconhecer os verdadeiros sinais de prontidão, a compreender o desenvolvimento da criança e a acompanhar esta etapa de forma tranquila, respeitadora e sem pressão. ✨ Junta-te a nós neste Webinar de Desfralde com a psicóloga clínica Joana Santos, especialista em desfralde e parentalidade. Porque o melhor momento para retirar a fralda não é quando o calendário o diz. É quando a criança está preparada. Esperamos por ti! 💚   - [Curso | O Casal em Relação](https://filipamalofranco.com/loja/curso-o-casal-em-relacao/): O curso “O Casal em Relação” foi criado para ser um guia para fortalecer a vida a dois. Com aulas práticas sobre comunicação em casal, a transição após o primeiro filho e coparentalidade, este curso oferece ferramentas para criar uma relação mais consciente, empática e equilibrada. Este curso é ao vivo, via online, com gravação disponibilizada para os inscritos, via e-mail. ## Optional - [Agent (MCP protocol)](websites-agents.hostinger.com/filipamalofranco.com/mcp) [comment]: # (Generated by Hostinger Tools Plugin)